segunda-feira, 26 de abril de 2010

Jardim Oriental Buddha Éden - Quinta dos Loridos


A Quinta dos Loridos, está situada na freguesia do Carvalhal, concelho do Bombarral.

Foto: Wikipedia_Carlos Luis M C da Cruz


Outrora, estas terras foram pertença do Mosteiro de Alcobaça, que as doou a João Annes Lourido, em 1430. No século XVI a família Sanches de Baena reconstruiu este Solar que é hoje um belo exemplo da nobre arquitectura rural do século XVIII, ostentando o orgulhoso brasão da família Sanches de Baena. A quinta pertenceu mais tarde à família portuguesa Sepúlveda e foi comprada pela JP em 1989, que tem como accionista maioritário o empresário Joe Berardo.

Foto: Wikipedia_Carlos Luis M C da Cruz


A Quinta dos Loridos é um lugar especial, onde a tranquilidade e o contacto com a natureza assumem um papel especial. Hoje é uma unidade hoteleira de luxo e também uma afamada produtora de vinhos, nomeadamente de espumantes.

Foto: Wikipedia_Carlos Luis M C da Cruz


O jardim “Jardim Buda Eden” - O Jardim da paz - foi idealizado e concebido pelo Comendador José Berardo, em resposta à destruição dos Budas Gigantes de Bamyan, naquele que foi um dos maiores actos de barbárie cultural, apagando da memória obras-primas do período tardio da Arte de Gandhara.


Foto:www.jf-carvalhal.pt


O jardim está a ser construído numa área de 35 hectares, pretendendo-se que seja um espaço de calma e paz de espírito. Entre budas, pagodes, estátuas de terracota e várias esculturas cuidadosamente colocadas entre a vegetação, estima-se que foram usadas mais de 6 mil toneladas de mármore e granito para edificar esta obra monumental.


Foto: wikipedia_Reino Baptista


O Jardim do Oriente fica no meio dos vinhedos do Bombarral, em local discreto, nas imediações na Quinta dos Loridos. Ao longe, emergindo das copas das árvores, avistam-se pagodes chineses.


Foto: www.geocaching.com


Um leão de pedra guarda a sua entrada, numa rampa que dá acesso a um moinho recuperado e a um fontanário de pedra branca, importado da China, tal como todas as estátuas. O Oriente começa uns metros mais abaixo, num passeio que pode ter início junto a um lago artificial ladeado de árvores e de estátuas, onde pontificam as do Buda, grandes e quase omnipresentes por se avistarem de vários ângulos.


Foto: Wikipedia_Carlos Luis M C da Cruz


Para Joe Berardo, comendador e filantropo, coleccionador de arte, a quinta dos Loridos “é um local onde as pessoas podem ir para meditar e reflectir sobre si próprias sem qualquer responsabilidade religiosa”. A área do projecto terá vários níveis de estatuária, desde as maiores, que serão “as grandes referências”, até ao nível mais pequeno, com esculturas de meio metro espalhadas por entre os caminhos que se situam no meio das flores e das árvores.


Foto: www.trekearth.com_Magui


A escadaria central é o ponto focal do jardim, onde os buddhas dourados dão calmamente as boas-vindas.


Foto: www.trekearth.com_Aires dos Santos


Os 700 soldados de terracota são pintados à mão e cada um deles é único, encontrando-se alguns enterrados como há 2.200 anos atrás.


Foto: www.geocaching.com


O arquitecto José Cornélio diz que o jardim não será um santuário budista, mas sim “uma evocação do Oriente feita por ocidentais” e que representará também “a presença portuguesa no Oriente e a interpenetração de culturas”.


Foto: Wikipedia_Carlos Luis M C da Cruz


O “Jardim Buda Eden” é um espaço de meditação e onde se consegue encontrar a paz interior que tanto necessitamos. Vale sem sombra de dúvida uma visita.

Fontes e Fotos : Wikipedia; www.bacalhoa.com/; www.guiadacidade.pt; www.geocaching.com; www.trekearth.com; outros net

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Algarve na Primavera




O Algarve tem muito para oferecer em qualquer altura do ano.

Eu pessoalmente adoro visitar o Algarve fora do rebuliço do Verão, é uma forma de recarregar as minhas baterias, tenho pena é de não o poder fazer com a frequência que gostaria.



O Algarve não é só praias, falésias e sensacionais baías, ele tem muito para oferecer a quem o quer visitar, desde Patrimónios históricos cujas origens remontam às culturas romana e árabe de Portugal...




até uma paisagem interior serrano com as suas colinas, sarapintadas por oliveiras, alfarrobeiras, amendoeiras, figueiras e laranjeiras, árvores e flores que conferem um colorido magnifico à paisagem.




O Algarve subdivide-se em três faixas principais, todas elas de grande beleza paisagística:

- O barrocal é uma zona de transição entre o litoral e a serra, sendo constituído por rochas calcárias e xistosas. Também conhecida por beira-serra, esta zona é, tradicionalmente, a principal fornecedora de produtos agrícolas do Algarve.


- A serra, que ocupa 50% do território, é formada, essencialmente, por rochas xistosas e algumas graníticas (neste último caso em Monchique, onde existe um maciço de sienito nefelínico). Os principais conjuntos montanhosos são a Serra de Espinhaço de Cão, a Serra de Monchique (onde se localiza a Foia que tem a maior altitude do Algarve: 900 metros) e a serra do Caldeirão ou Mú. 

- O litoral concentra a maior parte da actividade económica regional. A costa algarvia é, em termos paisagísticos, muito diversificada, variando entre costas abruptas, areais extensos, lagunas recortadas, sapais e outras formações dunares. As rochas predominantes são essencialmente do tipo sedimentar (como é o caso dos arenitos e dos conglomerados).



A melhor altura para ver a beleza do Algarve em flor é entre Fevereiro e Maio, em que a serra algarvia se cobre de mantos verdes pintalgados das mais diversas cores, são as flores que o brindam com a sua beleza e odor.






Os matos florescem e as estevas parecem formar um lençol branco pelos montes. Desde pequena que adoro ver as serras cobertas de estevas em flor, havia imensas junto à casa do meu avô no Alentejo, só não as apanhava pois as folhas eram pegajosas. 




A esteva, é característica de solos xistosos, a sua folhagem é envernizada e pegajosa. Esta planta viscosa tem potencialidades para a indústria cosmética, fornece uma óptima lenha para os fornos, é matéria prima para tingir tecidos.




Entre Fevereiro e Março as amendoeiras em flor cobrem o Algarve de branco, num espectáculo absolutamente delumbrante. Segundo a lenda, no tempo em que o Al-Gharb pertencia aos árabes, reinava em Silves o jovem Ibn-Almundim, que viria a apaixonar-se por Gilda, e com ela casar, filha de um grande senhor dos povos do Norte, derrotado em combate pelo rei mouro. O casamento foi uma grande festa, mas a bela princesa, sempre triste, não partilhava da alegria do príncipe. Vieram físicos de todo o mundo, mas ninguém conseguia encontrar cura para aquela dor. Até que um velho nórdico disse ao rei que Gilda tinha saudades da brancura dos campos cobertos de neve, existentes no seu país. Ibn-Almundim mandou então plantar milhares de amendoeiras pela província, que, quando florissem, cobririam as terras do sul com pétalas brancas, iludindo a saudade da princesa e devolvendo-lhe a alegria. Assim se fez e, desde essa longínqua Primavera, todos os anos o Algarve vive a magia das amendoeiras em flor.
 



O Algarve é, realmente um destino de férias ou descanso para todo o ano. Esta, é uma excelente altura do ano, para passear, conhecer e explorar os muitos outros encantos que o Algarve tem para lhe oferecer, com a vantagem de se poder encontrar alojamento a preços bem mais acessíveis.

Fonte e Fotos: wikipedia, vários net e fotos pessoais

 

"A felicidade não está em viver, mas em saber viver. Não vive mais o que mais vive, mas o que melhor vive, porque a vida não mede o tempo, mas o emprego que dela fazemos. " ( Autor Desconhecido )

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Evora - Património da Humanidade


O nosso país tem belíssimos monumentos, cidades maravilhosas e paisagens sublimes que merecem ser visitadas e admiradas, mas como nem sempre é possível viajar, pelo menos podemos apreciar em fotografia, alguns desses locais espectaculares e que foram considerados pela "Unesco" como “Património da Humanidade”.

Património português classificado pela UNESCO como Património da Humanidade:


Hoje vou apresentar: o Centro histórico de Évora, classificado como “Património da Humanidade” em 1986.




O Centro Histórico de Évora é formado por ruas estreitas e uma série de travessas e largos, cerceados por muralhas medievais com uma extensão de mais de três quilômetros.




A catedral, fundada em 1186 e consagrada em 1204, a Sé Catedral de Évora, dedicada a Santa Maria, é a maior catedral medieval do país, e um incomparável exemplar da arquitectura de transição romano-gótica.




A um primitivo templo construído entre 1186 e os primeiros anos do século XIII, sucedeu-se o grandioso monumento que hoje existe, resultado essencialmente de duas notáveis campanhas da Baixa Idade Média. Tem planta de estilo românico, com estrutura e decoração góticas, estilo bem visível nas abóbadas e nos arcos ogivais.







O trecho arquitectónico mais emblemático do exterior da catedral é o zimbório, torre-lanterna do cruzeiro das naves erguida no reinado de D.Dinis, que é o ex-libris da catedral.




O Templo Romano de Évora também chamado de Templo de Diana, é um templo de estilo coríntio, construído no início do século I, d.C. O templo, construído em mármore e granito, é rodeado por colunas coríntias colocadas sobre um pódio que se encontra quase completo. As colunas da fachada desapareceram completamente, restando as seis da retaguarda e algumas das laterais. Localizado no Largo Conde de Vila Flor, encontra-se rodeado pela Sé de Évora, pelo Tribunal da Inquisição, pela Igreja e Convento dos Lóios, pela Biblioteca Pública e pelo Museu.




A Igreja da Graça, construída no século XVI, na época de Dom João III, esta igreja renascença de influência palladiana terá sido feita segundo o traço de Miguel de Arruda.




A praça do Giraldo ( o nome provém de Geraldo Sem Pavor, o conquistador da cidade no século XII).Antiga Praça Grande, foi aqui que se fez a primeira feira franca de Évora, durante o reinado de D. Dinis. Importante centro da cidade, era aqui que confluíam os centros religioso, comercial e político. A Praça acolhe importantes monumentos da cidade como a Igreja de Santo Antão, as arcadas ou a fonte henriquina.




A capela dos ossos, com a famosa inscrição: “Nós Ossos Que Aqui Estamos Pelos Vossos Esperamos”. Fica situada dentro da Igreja de São Francisco e foi construída no século XVII, por monges. A intenção era transmitir a idéia da transitoriedade da vida. Foi calculado que existam mais de 5000 ossos provenientes de vários cemitérios situados nas igrejas e conventos da cidade.




Influências da arte mourisca, bem visiveis no Palácio de D. Manuel




Évora, é cidade museu de inigualável beleza natural com uma vasta riqueza histórica, cultural e religiosa. As suas praças e monumentos contam episódios da história nacional.



Fotos: Pessoais

"Sem a cultura, e a liberdade relativa que ela pressupõe, a sociedade, por mais perfeita que seja, não passa de uma selva. É por isso que toda a criação autêntica é um dom para o futuro." (Albert Camus)