quinta-feira, 27 de maio de 2010

Praia da Albandeira

O ano passado fui numas mini-férias até ao Carvoeiro e visitei algumas praias ao seu redor. Todas elas eram lindas, cada uma com a sua beleza muito própria. Penso que nunca é demais falarmos do que temos de bonito no nosso País.

Hoje apresento: a Praia de Albandeira

A Praia da Albandeira é uma praia de pequena dimensão, que pode ser atingida pelo litoral através das rochas e dos túneis naturais. É pouco frequentada e tranquila. No alto dos penhascos existem dois miradouros que permitem desfrutar da bela paisagem.




Está situada na zona costeira do concelho de Lagoa, no Algarve, EN125, passando pela Caramujeira. Para chegar á praia temos de seguir por uma estrada estreita de via única, onde há ao longo do percurso espaços para nos desviarmos, caso venha algum carro em sentido contrário. O caminho para a praia percorre campos com matos típicos de barrocal, onde abundam alfarrobeiras de cheiro adocicado. Mais perto do mar crescem exuberantes matos litorais com zimbro e espécies típicas das arribas como o funcho-do-mar, a barrilha, a salgadeira e o vistoso pampilho-marítimo.




Após alguns kms por uma paisagem natural muito bonita, passamos à frente do empreendimento do Luís Figo e do Paulo China o Suites Alba Resort & Spa.




Mais à frente chegamos à zona de estacionamento sobre a praia. Ao descer da zona de estacionamento para a praia, um painel informativo avisa contra os perigos existentes ao passear pelas rochas circundantes. 




É uma praia de pequena dimensão situada numa baía bem protegida por falésias, típicas desta zona da costa algarvia. As rochas formam reentrâncias e abrigos, bem como belas piscinas naturais.




A oeste da praia de Albandeira há uma segunda baía rochosa, que quando está maré-cheia, penso que só será possível ter acesso a nado ou de barco, nós tivemos sorte e conseguimos passar através de um túnel escavado por baixo das rochas para esta baía. É realmente um local muito bonito.




Serviços de apoio disponíveis: Estacionamento amplo e ordenado. Bodyboard, Surf, Restaurante, Bar. Não dispõe de cadeiras ou toldos. Não dispõe de vigilância balnear.

Alojamento na região de Lagoa
para poder visitar e usufruir desta lindíssima praia:
■ Quinta do Paraiso, Carvoeiro – Foi onde eu fiquei e simplesmente adorei. 






■ Suites Alba Resort & Spa, sobre a falésia da praia de Albandeira, perto da Praia do Carvoeiro
■ Colina Da Lapa Club, Vale da Lapa Sesmarias – Alfanzina
■ Terrace Club Apartamentos, Quinta das Palmeiras – Alporcinhos
■ Parque de campismo de Ferragudo


É uma praia bastante acolhedora onde se pode descansar tranquilamente ou apreciar a natureza percorrendo e explorando as várias grutas e piscinas naturais. O mar agitado, é muito procurado por praticantes de surf e bodyboard. Algumas rochas na costa perto da praia de Albandeira são tão íngremes e acidentadas que apenas as gaivotas conseguem encontrar um lugar para descansar.

Vá conhecer. Vale a pena.




“Tenho a impressão de ter sido uma criança brincando à beira-mar, divertindo-me em descobrir uma pedrinha mais lisa ou uma concha mais bonita que as outras, enquanto o imenso oceano da verdade continua misterioso diante de meus olhos. “ (Isaac Newton)

sábado, 22 de maio de 2010

Praia da Marinha

O ano passado fui numas mini-férias até ao Carvoeiro e visitei algumas praias ao seu redor. Todas elas eram lindas, cada uma com a sua beleza muito própria. Penso que nunca é demais falarmos do que temos de bonito no nosso País.

Hoje apresento: a Praia da Marinha

A Praia da Marinha é uma de uma beleza natural espectacular. 



Está situada na zona costeira do concelho de Lagoa, no Algarve, é bastante conhecida não só pelas suas belas falésias e pelos seus túneis naturais, como ainda pela alta qualidade da água que permite vislumbrar o fundo marinho com uma visibilidade única.


Foto: net

Antes de descer à praia, é imprescindível parar um pouquinho para poder apreciar a paisagem que se avista do alto da falésia que lhe dá acesso. O acesso à praia, é feito através de uma extensa mas suave escadaria, que vai dar a uma pequena enseada. O esforço é recompensado pela tranquilidade que se encontra neste areal banhado por um mar suave. 


Foto: guiadacidade.pt

Falésias calcárias envolvem a praia assim como a diversidade de habitats marinhos: anémonas, ouriços e estrelas-do-mar, camarões, cavalos-marinhos e cardumes de sardos ou safios abrigam-se nos ambientes rochosos da praia. 




Se não descermos para a praia e continuarmos no caminho pedonal, vamos poder ver uma outra pequena baía, para a qual sinceramente não vi qualquer acesso, a não ser por mar. 





Foi distinguida com o galardão "Praia Dourada" pelo Ministério do Ambiente, em 1998, devido aos seus valores naturais singulares.

Serviços de apoio disponíveis: Praia vigiada durante a época balnear, Estacionamento amplo e ordenado, Bar, Aluguer de toldos, espreguiçadeiras, Embarcações motorizadas, Embarcações ligeiras sem motor, Windsurf. 




Alojamento na região de Lagoa 
para poder visitar e usufruir desta lindíssima praia:

■ Quinta do Paraiso, Carvoeiro – Foi onde eu fiquei e simplesmente adorei
■ Blue & Green Vilalara Thalassa Resort, Praia das gaivotas, Alporchinhos – Porches
■ Hotel Tivoli Carvoeiro Almansor, Estrada do Farol,, Carvoeiro
■ Colina Da Lapa Club, Vale da Lapa Sesmarias – Alfanzina, Carvoeiro
■ Terrace Club Apartamentos, Quinta das Palmeiras – Alporcinhos, Porches
■ Parque de campismo de Ferragudo

Apartamentos:
http://www.classificados.pt/
http://www.villanao.pt/
http://www.homelidays.com/
http://www.iha.pt/
http://pt.anuncioo.com/


Foto: wikipedia_Klugschnacker


Rodeada por uma falésia alta esculpida pela erosão, esta belíssima Praia é considerada uma das cem melhores praias do mundo, num recanto de natureza preservada, quase ainda em estado selvagem.

Vá conhecer. Vale a pena.




“Tenho a impressão de ter sido uma criança brincando à beira-mar, divertindo-me em descobrir uma pedrinha mais lisa ou uma concha mais bonita que as outras, enquanto o imenso oceano da verdade continua misterioso diante de meus olhos. “ (Isaac Newton)

sábado, 15 de maio de 2010

Mosteiro da Batalha - Património da Humanidade


O nosso país tem belíssimos monumentos, cidades maravilhosas e paisagens sublimes que merecem ser visitadas e admiradas, mas como nem sempre é possível viajar, pelo menos podemos apreciar em fotografia, alguns desses locais espectaculares e que foram considerados pela "Unesco" como “Património da Humanidade”.

Hoje vou apresentar: o Mosteiro da Batalha classificado pela UNESCO como Património da Humanidade desde 1983. 



O Mosteiro da Batalha ou Convento de Santa Maria da Vitória é o símbolo mais marcante da Dinastia de Avis. D. João I mandou-o erguer em agradecimento à Virgem pela vitória dos Portugueses na batalha de Aljubarrota em 1385.




Trata-se do mais acabado exemplo do gótico em Portugal. Dois arquitectos imprimiram a sua marca indelével nos primeiros tempos de construção do mosteiro: o português Afonso Domingues e o, talvez catalão, Huget. O primeiro concebeu a estrutura inicial da igreja (excepto as abóbadas da capela-mor, do transepto e da nave central) num gótico radiante, enquanto Huguet, que terá introduzido o gótico flamejante em Portugal, levou a cabo a construção da fachada principal da igreja, a abóbada da Sala do Capítulo e a Capela do Fundador (entre outras edificações).




É também neste mosteiro que o estilo manuelino dá os seus primeiros passos, por exemplo nas bandeiras dos arcos do claustro principal ou nos motivos vegetalistas (troncos, ramos, folhas e frutos) que começam a imperar.






O Portal axial da entrada é delimitado por um arco canopial que integra os escudos de D. João I e de D. Filipa. No tímpano, exibe-se Cristo em Majestade ladeado pelos Evangelistas, e as arquivoltas são repletas de figurações que continuam pelas estátuas-colunas, ao abrigo de um complexo programa iconográfico.







Ao entrarmos no Monumento, deparamos com coberturas em abóbada, na sua maioria cruzadas e estreladas, encontra-se também aqui o mais importante núcleo de Vitrais Medievais Portugueses visíveis na Capela-Mor e na Sala do Capítulo. 





A igreja é totalmente abobadada, com 32 grandes aberturas no seu corpo, é de planta simples de cruz latina, de conformidade com o tipo tradicional de plantas Portuguesas.





Sofreu transformações, por volta de 1425, ano em que se acrescentou a esta planta, a Capela do Fundador, ordenada pelo rei, para jazigo de “filhos e netos de reis” uma vez que a porta de aceso a este local comunica com a nave lateral direita. É um dos mais importantes edifícios adjacentes ao mosteiro e que marca indelevelmente o seu carácter "real". No interior, a luz irrompe das janelas da fachada e das frestas de dois lumes existentes em cada face do octógono central. É uma luz diáfana, que incide particularmente no centro do monumento, onde se ergue o mausoléu do rei D. João I e da rainha D. Filipa de Lencastre. 







A ladear o túmulo, do lado sul, e da esquerda para a direita, temos os túmulos dos seus filhos, inseridos em arcosólios (molduras arquitectónicas com motivos muito semelhantes aos da fachada principal da igreja), os infantes, cada um com a respectiva mote e respectivos escudos: D. Fernando, o Martir de Fez, D. João, Mestre da Ordem de Santiago e sua esposa D. Isabel de Barcelos, D. Henrique o Navegador, Duque de Viseu e Mestre da Ordem de Cristo, único com estátua jacente, e o de D. Pedro, Duque de Coimbra, Regente do reino na menoridade de D. Afonso V, seu sobrinho, morto, mais tarde, em Alfarrobeira, e sua esposa, D. Isabel de Aragão.






Além da Igreja e da Capela do Fundador, existem também dois Claustros, ou seja duas galerias cobertas, quadrangulares, em torno de um pátio e que permitiam a circulação fácil e rápida entre os vários locais, bem como a realização de atividades monásticas ou, simplesmente, o abrigo das chuvas e ventos ou um passeio dos monges. O chamado Claustro Real ou de D. João I e o Claustro de D. Afonso V. 






Pátio interior do Claustro de D. João I







No interior do Claustro Real, encontra-se uma fonte com bacia lobulada e duas taças polilobadas escalonadas, a primeira com máscaras semi-vegetalistas. Tem uma cobertura em abóbada de cruzaria de ogivas com cadeia, apoiada em pilares fasciculados.




A Sala do Capítulo era a sala onde se reuniam os frades, presididos pelo abade ou prior, para a leitura do capítulo ou da vida dos santos. Servia para todas as assembleias, em especial quando era preciso decidir qualquer assunto de interesse geral para o convento. A fama desta Sala deve-se à espantosa abóbada.




É formada por dezasseis nervuras radiais, oito lançadas das paredes, as restantes lançadas das chaves secundárias exteriores, convergindo para uma grande chave central de decoração vegetalista, desenvolvida em duas coroas. Sem qualquer apoio central, é uma das mais audaciosas da arquitectura gótica europeia. Inspirou um lenda segundo a qual o seu arquitecto, Afonso Domingues, teria dormido três dias sob ela para se certificar de que não cairia.




Aqui se encontra o túmulo do Soldado Desconhecido, com uma chama sempre acesa e guarda de honra permanente.




Ao fundo do Claustro de D. João I encontra-se o Museu do Combatente





Logo ao lado entramos no Claustro D. Afonso V. É mais simples e mais austero associado aos ideais das ordens mendicantes. Foi construído na segunda metade do século XV, sob a direcção de Martim Vasques e Fernão de Évora.






O Pátio visto do piso superior 





Percorrendo o Piso Superior





 Antiga Máquina do relógio do Mosteiro da Batalha





Por detrás da igreja ergue-se um estranho espaço, com uma monumentalidade esmagadora que se prolonga no infinito do céu. É o Panteão de D. Duarte, também conhecido por Capelas Imperfeitas que nunca chegaram a ser acabadas. 





Aqui se encontra o túmulo do Rei D. Duarte e da Rainha D. Leonor de Aragão





É um monumento magnífico que nos leva numa viajam pela História de Portugal e da arte.








Fotos: Pessoais revistas em 2016
Fontes: Wikipedia; www.cm-batalha.pt ; www.Igespar.pt; www.visitportugal.pt;  outros Net