quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Ilha de Páscoa e a Civilização Rapa – Nui


A ilha de Páscoa é uma ilha vulcânica da Polinésia oriental, localizada no sul do Oceano Pacífico. Está situada a 3700 km de distância da costa oeste do Chile e quase à mesma distância em relação ao Taiti. Foi declarada Património Histórico da Humanidade em 1995.

Foto: wikipedia_Author Ian Sewell


Em rapanui, o idioma local, é denominada Rapa Nui ("ilha grande"), Te pito o te henúa ("umbigo do mundo") e Mata ki te rangi ("olhos fixados no céu").

Faz parte da Região de Valparaíso, pertencente ao Chile e é um dos locais mais distante e isolado do planeta, sendo famosa pelas suas enormes estátuas de pedra, os Moais.


Foto: wikipedia_Author David Lytle

Tem forma triangular, de aproximadamente 160 km² teve a sua origem em três vulcões que há mais de dois milhões de anos e em diferentes períodos, emergiram do mar, lado a lado. O mais antigo deles é o Poike, que entrou em erupção há cerca de 600 mil anos, formando o canto sul do triângulo. A subsequente erupção deu origem ao Rano Kau, o segundo a emergir, formando o canto sudoeste da ilha. Por último, a erupção do Terevaka, localizado no canto norte do triângulo.




É incerta a data de ocupação de Páscoa, tanto quanto é incerta a data de colonização das ilhas polinésias. Pensa-se que os insulares de Páscoa fossem típicos polinésios, vindos da Ásia.

Em 5 de abril de 1722, o explorador neerlandês Jacob Roggeveen atravessou o Pacífico partindo do Chile em três grandes navios europeus, e após dezessete dias de viagem desembarcou na ilha num domingo de Páscoa, daí o seu nome, que permanece até hoje.

Em 1870, comerciantes europeus tomaram posse das terras e introduziram gado ovino na ilha. Em 1888, o governo chileno anexou Páscoa, que se tornou uma fazenda de ovelhas administrada por uma empresa escocesa estabelecida no Chile. Somente em 1966 é que os nativos foram reconhecidos como cidadãos chilenos.

O Rongorongo
O rongorongo é o sistema de glifos dos povos da ilha, descoberto no século XIX que parece ser uma escrita e que ainda não foi completamente decifrado.




O culto Tangata manu ("Homem-pássaro")
Motu Nui é o maior dos três ilhéus a sul da Ilha de Páscoa, sendo o cume de um vulcão que ultrapassa os 2000 m de altura desde o fundo marinho. Durante muito tempo foi palco de uma competição tradicional do povo da ilha de Pascoa, na qual o vencedor recebia o título de Tangata manu (homem-pássaro) e seria o representante terreno do deus-criador Make-Make, nesse ano.

Foto: wikipedia_Author Gonzalezavila

A competição realizava-se em Setembro quando chegavam ao ilhéu, as andorinhas-do-mar para aí depositarem os seus ovos. Os candidatos partiam da na vila Orongo, à beira da cratera do vulcão Rano Kau. Cada clã selecionava um representante que deveria nadar até a ilhota, encontrar um ovo e retornar à Rapa Nui depois de escalar o penhasco. O primeiro a trazer um ovo intacto era nomeado homem-pássaro e governava a ilha durante um ano. Alguns competidores eram mandatários do líder do clã, e nesse caso ele recebia o título. A competição existiu até o final do século XIX quando a maioria dos habitantes da ilha foi convertida ao catolicismo.

 Foto: http://www.landscapehdwalls.com

A ilha não tem vales profundos, a altura máxima é de 507 metros acima do nível do mar. Toda costa é rochosa, com excepção das suas duas únicas praias de areias branca, Anakena e Ovahe.


Foto: wikipedia_Autor Rivi

As enormes estátuas de pedra, os Moais, foram esculpidas a partir das pedras do vulcão Rano Raraku, dispostas em diversos santuários que tinham em média 5 estátuas. O maior deles, encontra-se na pedreira de Rano Raraku, tem cerca de 22 metros e está inacabado.

A pedreira - Rano Raraku
Rano Raraku é uma cratera vulcânica formada de cinzas vulcânicas ou tufo localizada na parte baixa de Terevaka. Foi a principal pedreira da Ilha, durante 500 anos até o começo do século XVIII, e onde foi esculpida a maior parte dos famosos moais da ilha.


Foto: wikipedia_Author Bjørn Christian Tørrissen

Saindo da grande cratera, com cerca de 550 metros de diâmetro, é possível observar restos de estradas que se irradiam para o norte, sul e oeste até a costa da Ilha. Espalhadas pelas estradas existem muitas estátuas, dispostas de maneira irregular, como se tivessem sido abandonadas durante o transporte. Ao longo da costa, e no interior da Ilha, estão cerca de trezentas plataformas que servem de suporte aos moais.

A maior plataforma, Ahu Tongariki, com 200 metros de comprimento, suporta quinze estátuas que se encontravam tombadas e foram reerguidas em 1994 por guindaste.


Foto: http://wallpapers5.com

Distribuídos no território, encontram-se mais de 800 moais, figuras gigantescas compostas por cabeça e tronco, Na sua maioria, os Moais medem entre 4,5 a 6 metros de comprimento e pesam entre 1 a 27 toneladas. A maior estátua construída na ilha tem 10 metros e 90 toneladas.


Existem três tipos de estátuas gigantes:

As primeiras estátuas estão situadas nas praias à borda do mar. O seu número é de mais ou menos 200 à 260 e algumas estão à uma distância de mais de 20 km do canteiro do vulcão onde foram modeladas. Estas estavam instalados em vários números, sobre monumentos funerários chamados "ahus"e davam as costas para o mar. Originariamente estiveram tocados por um tipo de chapéu cilíndrico chamado "Punkao", feito com uma rocha avermelhada, tirada do vulcão "Puna Pao".

Foto: Wikipedia_Autor Rivi


O segundo grupo é o das eregidas ao pé do "Rano Raraku". São estátuas terminadas, porém diferentes das outras, pois seus corpos estão cobertos por símbolos.

Foto: wikipedia_Author Arian Zwegers

O terceiro grupo há anos a mais conhecida de todas elas "tukuturi", que possui a particularidade de ter pernas, foi comparada as estátuas da arte pré-incaica.


Foto: wikipedia_Author Koppas

Os moais são testemunhas silenciosas da destruição da floresta que cobria a ilha. Segundo as pesquisas do etnógrafo norueguês Thor Heyerdahl (1914-2002), um dos maiores estudiosos da Ilha de Páscoa, um dos traços mais marcantes do povo rapa nui era a sua intensa espiritualidade. Instalados num verdadeiro paraíso, os clãs ali estabelecidos passaram a prestar culto aos seus ancestrais, representados na forma dos moais. As estátuas eram esculpidas aos pés do vulcão Rano Raraku e depois transportadas para os altares cerimoniais localizados à beira-mar, a dezenas de quilómetros de distância. Este transporte dos enormes moais era feito fazendo-os rolar sobre troncos de uma palmeira endémica da ilha, num processo que poderia consumir centenas de árvores.


Foto: wikipedia_Author Yves Picq

O furor religioso e a competição entre clãs, levou-os a esculpir cada vez mais moais o que levou à extinção de todas as árvores da ilha. Esse facto originou uma reacção em cadeia, sem árvores, as aves migratórias que faziam parte da dieta dos ilhéus desapareceram, sem madeira era impossível a construção de canoas para poderem ir pescar. Era a destruição do seu ecossistema, era o declínio e morte dos seus outrora vastos recursos naturais. A combinação entre esta super exploração do meio ambiente e catástrofes naturais, como prolongadas secas, conduziram a uma ampla crise ambiental, cultural e social. Instaurou-se a fome e a guerra. De acordo com registros de missionários religiosos, apenas 111 nativos habitavam a Ilha de Páscoa em 1877.


Foto: http://wallpaperstock.net

Fontes e Fotos: Wikipedia; http://www.historiadomundo.com.br/; http://wallpapers5.com; http://www.landscapehdwalls.com; http://wallpaperstock.net; outros Net


* Fotos: Net
As fotografias sem indicação dos autores é porque não os consegui identificar. Se forem suas, por favor queiram contactar-me que colocarei imediatamente o seu nome, ou retiro-as se for esse o seu desejo. Não é de maneira nenhuma minha intenção quebrar direitos de autor.

Photographs without the authors’ names are because I could not identify them. If they are yours, please contact me and I will put immediately your name, or remove them, if that is your wish. It is not my intention to break authors rights.

Que a história deste povo nos ajude a reflectir sobre as atitudes dos homens de hoje versus o meio ambiente e a natureza. Para podermos deixar como herança aos nossos filhos um planeta verde e saudável, é fundamental tomarmos consciência da importância de preservar e proteger o nosso planeta e cada um de nós pode e deve ter um papel activo neste contexto.


sábado, 22 de outubro de 2011

Divagar pelo Jardim Botânico de Montreal




Passear por um jardim, mesmo que apenas em fotografia, alivia o meu espírito e é sempre um prazer enorme, poder apreciar a arte do homem associada à beleza, cor e encanto da natureza.


Foto: www.tourism-montreal.org

Hoje levo-os comigo a passear pelo Jardim Botânico de Montreal


Foto: wikipedia_GarrettRock

Este lindíssimo jardim fica localizado em Montreal, na província de Quebec no Canadá. É o segundo maior jardim botânico do mundo, em área, atrás somente dos Jardins Botânicos Reais de Kew, em Londres, Reino Unido. Foi fundado em 1931 pelo prefeito Camillien Houde.





É como um museu vivo de plantas de todos os lugares do planeta. Do encantador Jardim chinês ao coração do deserto de Sonora ou do oásis de tranquilidade do Jardim Japonês para o jardim de design clássico francês, é um passeio de sentidos e beleza.



Foto: http://www.montrealiums2014.org

Os lagos situados no coração do Jardim Botânico e emoldurados por arbustos e ervas altas, abrigam vários tipos de fauna alada e são ideais para relaxar. Independentemente da estação do ano em que se visite, este magnifico jardim cativa pelas suas cores, fragâncias, beleza, trazendo uma sensação de paz e serenidade


Foto: net

Com 181 acres durante o verão, e dez estufas abertas o ano todo, o jardim oferece um ponto de informação chamado "Green Information, assim como artigos de profissionais, sobre flores e plantas.


Foto: www.tourism-montreal.org

O jardim conta com um insectarium, espécie de museu do inseto, com borboletas tropicais, insetos aquáticos, formigas e invertebrados. Possui 30 jardins temáticos ao ar livre, com mais de 22.000 espécies de plantas.


Foto: email recebido

No Jardim das Rosas (Rose Garden) a rosa é a rainha de todas as flores. São mais de 10 mil rosas dispostas entre arbustos, árvores ou outras flores, numa verdadeira sinfonia de cores.


Foto: email recebido

Os visitantes no jardim Alpino caminhando por entre as encostas rochosas e ao longo do riacho em cascata, vão descobrir plantas do Ártico, das montanhas do nordeste da América do Norte, das Montanhas Rochosas, dos Alpes, do Cáucaso, dos Pirinéus e da Europa Oriental e Ásia.


Foto: www.panoramio_Panamon-Creel

No Jardim japonês todos os elementos estão equilibrados para criar uma sensação de serenidade. Cada árvore, cada arbusto, cada pedra foi cuidadosamente escolhido e colocado. Os caminhos levam os visitantes através de configurações de peônias, rododendros, íris, caranguejo maçã-árvores e numerosas plantas perene. Tudo neste lugar de meditação tem um significado simbólico. Uma lagoa e uma série de cascatas e nascentes expressa a vida e renovação.


Foto: email recebido

O centro do Jardim Botânico é o Jardim Chinês, o Shanghai Dream Lake Graden, uma replica do jardim da dinastia Ming com uma impressionante composição de lagos, rochas esculpidas, bambus, penjings (árvores anãs) e pagodes sofisticados. Este jardim é único. Rústico e assimétrico, à primeira vista, foi criado, no entanto de acordo com um princípio estético rigoroso. É um lugar de contrastes e de harmonia. A organização espacial e arquitetura pavilhões, a seleção de plantas e minerais, a água e o contraste do yin e yang são todas as expressões dos princípios seculares da arte chinesa de projeto da paisagem.


Foto: www.freewalppaper.net

O Jardim da sombra "Shade Garden" oferece em dias ensolarados a sombra refrescante das árvores altas. É o local perfeito para admirar as primeiras flores da primavera. Pequenos recantos e vários caminhos contribuem também para o charme deste jardim.




Mais informações : http://www2.ville.montreal.qc.ca/jardin/jardin.html

Visitar jardins como este, mesmo que virtualmente, é um colírio para os olhos e uma bênção para a alma.

Fontes e Fotos: Wikipedia; www.ville.montreal.qc.ca/jardin/; montreal.streetviewtours.com/; www.virtualtourist.com/; http://www.montrealiums2014.org; Foto: www.tourism-montreal.org; www.1zoom.net; outros


* Fotos: Net
As fotografias sem indicação dos autores é porque não os consegui identificar. Se forem suas, por favor queiram contactar-me que colocarei imediatamente o seu nome, ou retiro-as se for esse o seu desejo. Não é de maneira nenhuma minha intenção quebrar direitos de autor.

Photographs without the authors’ names are because I could not identify them. If they are yours, please contact me and I will put immediately your name, or remove them, if that is your wish. It is not my intention to break authors rights.

Todo jardim começa com uma história de amor, antes que qualquer árvore seja plantada ou um lago construído é preciso que eles tenham nascido dentro da alma. Quem não planta jardim por dentro, não planta jardins por fora e nem passeia por eles.(Rubem Alves)

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Lisboa - Beleza e Fado



Lisboa é a minha cidade, para mim é uma das mais bonitas. Moro perto do Parque das Nações uma zona que há uns anos atrás era velha e degradada e que ganhou uma vida e alma nova com a realização da Expo 98. Tornou-se na zona mais moderna de Lisboa, aqui surgiram imensas estruturas, como a Torre São Rafael e Torre São Gabriel, ambas com 110 metros de altura. As principais atrações são: o Oceanário de Lisboa, o Pavilhão Atlântico, o Pavilhão de Portugal, a Torre Vasco da Gama, a Ponte Vasco da Gama e a Gare do Oriente, do arquitecto Santiago Calatrava.




Lisboa ergue-se nas suas 7 colinas sobre o rio Tejo, capital de Portugal desde a sua conquista aos Mouros em 1147 é também a capital do Distrito e da Área Metropolitana de mesmo nome. Lisboa é uma cidade lendária com mais de 20 séculos de história. É a cidade mais ocidental do continente europeu. O Tejo e o Sol, quase sempre presentes, tornam-na num espelho de luz e cor.


São muitos os pontos turístos que Lisboa tem para oferecer a quem a visita, como o Castelo de S. Jorge, de onde se avista Lisboa em toda a sua magnificência, passando pela velha Mouraria, pela Sé Patriarcal, pela Baixa Pombalina, a Basílica da Estrela, a Torre de Belém, construída na época dos Descobrimentos, o Mosteiro dos Jerónimos classificado pela UNESCO como "Património Cultural de toda a Humanidade. É uma cidade fascinante que convida claramente quem a visita a descobrir todos os seus encantos.



A Baixa Pombalina é o "coração" da capital. Foi edificada sobre as ruínas da antiga cidade de Lisboa, destruída pelo grande Terramoto de 1755. Os seus autores foram Manuel da Maia e Eugénio dos Santos e a decisão política deve-se ao Marquês de Pombal, ministro d'El Rei D. José I. A Baixa é também a maior zona comercial da cidade de Lisboa. Nas proximidades e com interesse histórico são ainda a Praça dos Restauradores e o Elevador de Santa Justa, projectado em finais do século XIX por Mesnier du Ponsard. Na baixa localiza-se também a Praça do Comércio (Terreiro do Paço), o Rossio, ou Praça Dom Pedro V, Chiado, o Convento do Carmo e a Praça dos Restauradores.


Em Lisboa diferentes culturas foram-se encontrando e criando laços, ela é palco de inúmeros eventos culturais, nacionais e internacionais. Possuí mais de uma centena de Parques, Jardins e Quintas sendo o Parque Florestal de Monsanto o maior e o mais importante parque da cidade, considerado o seu "Pulmão Verde". Falar de Lisboa é falar de uma cidade vibrante e encantadora.


A visitar:
Dos edifícios pombalinos da Baixa, com fachadas de azulejos, às estreitas ruas medievais dos Bairros típicos de Alfama e do Bairro Alto, onde à noite se pode ouvir o fado e usufruir de um divertida vida nocturna, aos inúmeros museus e lojas, Lisboa é uma cidade com várias opções, vou referir apenas alguns que considero imperdíveis:

Alfama
Alfama é um dos bairros mais típicos de Lisboa, com a sua arquitectura típica cidade árabe e medieval com ruas estreitas, sendo um dos poucos sítios de Lisboa que sobreviveu ao Terremoto de Lisboa de 1755. Dos miradouros das Portas do Sol e de Santa Luzia, a vista é fabulosa. Por cima e envolvendo Alfama ficam a colina do Castelo de São Jorge, fortaleza e palácio real até ao século XVI, e a colina de São Vicente, coroada pela imponente fachada da Igreja de São Vicente de Fora e pela cúpula da Igreja de Santa Engrácia. Para sudeste o vasto mar da Palha (rio Tejo) domina o horizonte, conferindo um carácter marítimo a Alfama. Mais a oeste ficam as torres gémeas da Sé. É em Alfama que se encontram a maioria das casas de Fado, onde se pode desfrutar de vários espectáculos ao vivo, aqui se festeja com fervor e alegria os Santos Populares no mês de Junho, em especial o Santo António.


Bairro Alto
O Bairro Alto é outro dos bairros típicos de Lisboa, situa-se no centro da cidade, acima da baixa pombalina em pleno centro histórico. Aqui é obrigatório visitar a Igreja de S. Roque, no Largo Trindade Coelho, também conhecido por Largo da Santa Casa. A Igreja, de acordo com a tipologia jesuíta apresenta uma fachada sóbria e austera, e um amplo e rico espaço interior, composto por oito capelas, agrupadas quatro a quatro, profusamente decorada a talha dourada e mármore. O plano da Igreja é da autoria do conceituado Arquitecto Filipe Terzi, constituindo o tecto da Igreja o único exemplar em Lisboa que resta dos famosos grandes tectos pintados do período Maneirista, atribuído aos pintores Francisco Venegas e Amaro do Vale. O Bairro Alto é zona de comércio, habitacional e é uma das principais zonas de divertimento nocturno da capital.


O Mosteiro dos Jerónimos é habitualmente apontado como a "jóia" do estilo manuelino. Este estilo exclusivamente português, integra elementos arquitectónicos do gótico final e do renascimento, associando-lhe uma simbologia régia, cristológica e naturalista, que o torna único e digno de admiração. Este monumento, com uma extensa fachada de mais de trezentos metros, obedece a um princípio de horizontalidade que lhe confere uma fisionomia calma e repousante. Em 1907 foi declarado Monumento Nacional e em 1984 foi classificado pela UNESCO como "Património Cultural de toda a Humanidade".





Padrão dos Descobrimentos
Inaugurado em 1960, o edifício actual, em betão e com esculturas em pedra de lioz, é uma réplica do original, construído em materiais perecíveis para a Exposição do Mundo Português, em 1940, pelos arquitectos Cottinelli Telmo e Leopoldo de Almeida. O Padrão possui um auditório e diversas salas para exposições temporárias, e é possível subir ao topo da construção, de onde se obtém uma bela vista do Tejo e do lado ocidental da cidade. No chão fronteiro à entrada, vê-se uma enorme rosa-dos-ventos, em mármores de várias cores, representativa da odisseia dos Descobrimentos. Em frente ao Padrão dos Descobrimentos, fica o edifício do Espelho de Água, também ele construído para a Exposição de 1940, a qual motivou ainda os arranjos do jardim da Praça do Império, em estilo greco-romano, e a construção da Fonte Luminosa que lhe fica no centro.




A Torre de Belém foi construída na época dos Descobrimentos (quando a necessidade de defesa se tornou imperativa) em homenagem ao santo patrono da cidade, S. Vicente. Ficou pronta em 1520 e, como símbolo do prestígio do Rei, apresenta uma decoração que ostenta a simbologia própria do Manuelino – calabres que envolvem o edifício, rematando-o com elegantes nós, esferas armilares, cruzes da Ordem Militar de Cristo e elementos naturalistas. A Torre de Belém é uma referência cultural, foi classificada pela UNESCO como "Património Cultural de toda a Humanidade" em 1983.




Praça do Comércio
De costas voltadas para o Rio Tejo, a praça outrora conhecida por Terreiro do Paço da Ribeira, apresenta-se em quadrado, com um dos lados aberto a Este. Os outros três lados, formados por edifícios de arcadas, terminam junto ao rio. A Norte, situa-se o Arco da Rua Augusta, inspirado no Arco do Triunfo de Paris e no centro da praça ergue-se a estátua equestre de D. José I, rodeada de figuras que representam a vitória da reconstrução de Lisboa após o terramoto de 1755. É na Praça do Comércio que se situa o café mais antigo de Lisboa, o Martinho da Arcada, do qual é indissociável a memória de Fernando Pessoa.

Foto: wikipedia_Lee Cannon

Miradouro do Castelo de S. Jorge
Segundo os testemunhos históricos, este foi o primeiro miradouro natural e situa-se no cabeço de um monte, onde está implantado o Castelo de S. Jorge. Daqui, pode-se desfrutar de uma privilegiada panorâmica sobre a paisagem urbana de Lisboa.


Entre os Museus destacam-se o Museu Nacional de Arte Antiga, com uma das mais importantes colecções de pintura medieval mundiais, o Museu Nacional dos Coches, o Museu Calouste Gulbenkian com uma colecção de seis mil peças de arte antiga e moderna, o Museu da Electricidade com uma exposição onde se mostra a produção de energia e a maquinária da antiga Central Tejo misturando ciência e diversão, e o Oceanário de Lisboa, com a sua impressionante colecção de espécies vivas.

Museu Nacional dos Coches
Considerado um dos melhores do mundo na sua especialidade, o Museu Nacional dos Coches mostra aos visitantes carros da Casa Real Portuguesa e Carruagens de Gala dos séculos XVI a XIX, arreios de cavalaria e de tiro, fardamentos do pessoal da Casa Real, uma colecção de trombetas e retratos a óleo de membros da Família Real Portuguesa.


Foto: wikipedia

Parque Eduardo VII
O Parque Eduardo VII localiza-se no cimo da Avenida da Liberdade e constitui, não só um importante marco da evolução urbana, como também um local de onde se pode ter uma excelente vista panorâmica sobre a cidade. Neste parque encontram-se uma série de atractivos, com especial destaque para o Pavilhão Carlos Lopes, a Estufa Fria, o Clube VII (com campo de ténis, ginásio, piscina e restaurante), sem contar com os atractivos naturais.



Basílica da Estrela
A Basílica da Estrela, é uma igreja do século XVIII, com duas torres sineiras, onde se podem ver pinturas de Batoni e Pedro Alexandrino. A Basílica da Estrela nasceu da devoção de D. Maria I ao culto do Sagrado Coração de Jesus. Em 1760, quando se casou com o Infante D. Pedro, a ainda princesa, fez um voto ao Santíssimo Coração, de lhe erguer uma igreja e convento para as religiosas da Regra de Santa Teresa, se tivesse um filho varão.

 Foto: wikipedia_Carlos Luis Cruz (talk)


Nos arredores da cidade e fazendo parte do Distrito de Lisboa, Sintra merece uma visita por todo o seu ambiente romântico, para o qual contribuíram em muito variados escritores da literatura internacional.

Saliente-se como pontos de interesse:

Este castelo, construído pelos Mouros, situa-se em dois cumes da Serra de Sintra, rodeado por muralhas de diversas torres. Para além de constituir um espectáculo por si mesmo, o Castelo dos Mouros presenteia quem o visita com uma vista panoramica espectacular.

Foto:wikipedia_Flickr_Rei-Artur


Constituído por vários corpos edificados ao longo de sucessivas épocas, é um dos mais importantes exemplares portugueses de arquitectura relenga e foi, por essa razão, classificado Monumento Nacional. É dominado por duas grandes chaminés geminadas que coroam a cozinha e constituem o "ex-libris" de Sintra.

Foto: wikipedia_MartinPutz

Este palácio remonta a 1839, altura em que o rei consorte D. Fernando II de Saxo Coburgo-Gotha adquiriu as ruínas do Mosteiro Jerónimo de Nossa Senhora da Pena para o adaptar a um palacete. A arquitectura da Pena, inspirada nos palácios da Baviera, reúne influências mouriscas, góticas e manuelinas.

Foto: wikipedia_Tania Fonseca

Cabo da Roca (Sintra)
Este miradouro é conhecido como o ponto mais ocidental da Europa e situa-se no extremo final da Serra de Sintra. É aqui que a zona montanhosa, com 150 metros de altura, acaba para dar lugar ao mar.


Foto:wikipedia_Szilas

Na vila de Sintra, passeiam-se carruagens de cavalos que conduzem os turistas pelas maravilhosas quintas com séculos de histórias.

São de salientar também o Palácio de Queluz, o Convento de Mafra o maior monumento religioso de Portugal, Cascais, Estoril ou ainda Ericeira, entre os vários dos destinos turísticos de eleição desta região.

Convento de Mafra

O que comer
A Região de Lisboa tem um rico património gastronómico. A proximidade da costa, ditam a predominância de peixe fresco e marisco nos pratos da região. É o caso das sardinhas assadas, as amêijoas "à Bulhão Pato", sopas de peixe "à fragateira" e variados pratos à base de bacalhau. Nos pratos de carne o famoso Bife à Café, é um dos "ex.líbris" alimentar da capital. Entre a sortida doçaria, os pastéis de Belém são imperdíveis. Outras especialidades típicas do distrito são os queijos de cabra e de ovelha do Sobral de Monte Agraço e de Azeitão, os folhados da Malveira e o "pão de ló" de Loures, os saborosos doces de noz e ovos de Cascais, as "queijadas" de Sintra; os vinhos de Colares, Bucelas, Setúbal, Carcavelos e o vinho "moscatel" de Setúbal.

Locais possíveis Onde pode Dormir:
Hotel Tivoli Oriente, este fantástico hotel está situado no Parque das Nações, dominando o rio Tejo e toda a zona envolvente, brindando os seus convidados com toda a energia, tecnologia, arte e hospitalidade que caracterizam a capital portuguesa.



Foto: www.distinctiveportugal.com

Hotel Apartamento Suites do Marquês, Av. Duque Loulé , Lisboa
Hotel Dom Pedro Palace, Av. Eng. Duarte Pacheco, Lisboa
Hotel Marquês de Pombal , Avenida da Liberdade, Lisboa
Hotel Tivoli Lisboa Avenida da Liberdade, Lisboa
Albergaria As Janelas Verdes, Rua das Janelas Verdes, LISBOA
Pousada de Juventude de Lisboa - Parque das Nações
Parque de Campismo Municipal de Lisboa, Estrada da Circunvalação

Lisboa e o fado
Afinam-se as guitarras. A luz baixa. «Silêncio, que se vai cantar o fado!». É assim que as noites começam em Lisboa. Foi nos bairros históricos da Mouraria, Alfama, Bairro Alto e Madragoa, que nasceu o fado. Ligado à fatalidade do destino, à noite e ao desencontro, foi partilhado por fidalgos, vadios e marinheiros, cantado de forma sofrida e intensa. Também se cantou na versão mais alegre, a falar de conquistas, dos amores e das vivências de cada bairro que José Malhoa, o pintor do Fado tão bem imortalizou nas suas telas.
Perto da Madragoa pode-se conhecer a Casa onde Amália viveu, hoje um museu. Foi a mais carismática das fadistas. Com grande presença em cena e natural noção do espectáculo, levou o Fado além fronteiras e a ela devemos a imagem do clássico vestido preto com xaile.

A não perder é uma ida a um Restaurante ou Casa de Fado. Sempre com decoração a condizer, são os melhores locais para o ouvir. Com uma atmosfera muito particular, passar uma noite à luz das velas ao som desta melodia é uma experiência única e inesquecível.

Foto: www.lisboanoguiness.com

Festas e Romarias
A cidade de Lisboa festeja o seu santo padroeiro, todos os anos, durante o mês de Junho. A Noite de Santo António, como é popularmente designada, é a festa que começa logo na noite do dia 12. O seu culto está associado a ritos de fertilidade daí ser tradição os jovens queimarem alcachofras para saber do futuro dos seus amores e pedirem a sua protecção. Dada a fama de santo protector contra todos os males e também a de ser casamenteiro, os poderes públicos instituíram, a partir dos anos 50, a tradição das Noivas de Santo António. Mas, o auge das Festas de Santo António são as Marchas Populares, que representam os diversos bairros lisboetas. Este acontecimento leva milhares de espectadores á Avenida da Liberdade. A festa acaba com os arraiais montados nos mais típicos bairros de Lisboa, em especial em Alfama e na Madragoa, onde o centro das celebrações é a sardinha assada e a sangria.


Verdadeira Princesa do Tejo, Lisboa é a uma Cidade Maravilhosa, cheia de encantos e beleza, que conta história em cada recanto e oferece a quem a visita, cultura, museus, diversão, gastronomia e toda a agitação de uma capital europeia moderna. Enfeitiçada por uma luz deslumbrante convida a passear e usufruir o que a natureza e a criação humana foram moldando ao longo de séculos.

Venha visitar a minha cidade, Vale a pena.



Fotos e Fontes: Wikipedia; http://www.guiadacidade.pt/; http://www.cm-lisboa.pt/; http://www.portugalvirtual.pt/; http://www.visitlisboa.com/; Treakearth; Fotos Pessoais; outros

Sempre que viajamos seja física ou virtualmente (através por exemplo da leitura), alargamos os nossos horizontes, pois vamos conhecer novos locais, novos costumes, novas realidades e gentes. Aumentamos o nosso conhecimento e enriquecemos interiormente.