sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Monte Athos - A Montanha Santa


Foto: Flickr_DimitriS Photography


Por vezes não é possível viajar e as razões podem ser várias no entanto, isso não deve ser impeditivo de conhecer novos locais e costumes, podemos viajar sem sair da nossa cadeira, vendo fotografias que nos transportam, se assim a nossa predisposição quiser, a lugares longínquos.




Para todos os que gostam de viajar, nem que seja através da imaginação, aqui deixo fotos e informações, que nos vão permitir conhecer um pouco mais outras terras e culturas.

Hoje vamos viajar até … Monte Athos


Foto: Flickr_DimitriS Photography


Boa viagem!



Monte Athos está localizado ao norte da Grécia na área da Macedônia Central, num prolongamento da bonita Península Calcídica, da qual se desprendem três faixas montanhosas Kassandra, Longos e Athos. É o único lugar na Grécia, que é completamente dedicado à oração e adoração a Deus.


Monte Athos, ou a "Montanha Santa" embora pertencendo formalmente ao território da Grécia, é na verdade uma "entidade teocrática independente". Em termos políticos é regulada pelo estado grego na figura de um governador civil, indicado pelo Ministério das Relações Exteriores, sendo o Patriarca Ecumênico de Constantinopla, o representante máximo relativamente ao aspecto religioso.



Foto: Mount Athos:The Holy Mointain


Está reconhecido como Património Mundial da UNESCO.







O Monte Athos é habitado por cerca de 1500 monges ortodoxos distribuídos em vinte mosteiros principais, pertencentes às diversas igrejas ortodoxas nacionais, ainda que predomine as de procedência grega.




Tratando-se de um território habitado por monges, só podem entrar homens (com mais de 18 anos) e animais do sexo masculino. O quotidiano e as práticas religiosas dos monges estão de acordo com rigorosas regras bizantinas, inalteradas ao longo dos séculos.





A vida dos monges é dividida em três partes iguais, uma para rezar, uma para trabalhar e uma para descansar. Cada um dos mosteiros elege seu próprio superior e os representantes para a Santa Assembleia, que exerce o poder legislativo em todo Monte Athos.





Monte Athos como uma comunidade monástica foi formalmente fundada em 963, quando o monge Athanasios estabeleceu o mosteiro Great Lavra (Grande Lavra), que ainda é o maior e mais importante dos 20 mosteiros. Athanásios, iniciou a construção dos edifícios de acordo com a vontade do seu amigo e imperador bizantino Nicéforo II Phokas que financiou o projeto.




Para além dos mosteiros existem por toda a península 12 sketes, pequenas comunidades de monges, assim como muitas grutas dos eremitas onde habitam três monges em comum.





Os mosteiros lembram cidades medievais, construídos como elas em locais íngremes, fortificados com paredes fortes, e com uma ou duas entradas e uma espaçosa área aberta dentro dos muros. Nesta área, o pátio, são katholikon (igreja principal), o phiale para a bênção das águas, o refeitório, e várias capelas, e é cercado por células dos monges, os quartos do abade, e todas as estruturas auxiliares.


Foto: Flickr_DimitriS Photography




Cada mosteiro tem capelas, dedicadas a Cristo, à Virgem, e a vários santos.





A única forma de chegar ao Monte Athos é por barco, partindo do porto da cidade de Ouranópolis. Para entrar neste território é necessária uma permissão especial do Patriarca de Constantinopla, não obstante a Grécia faça parte da União Europeia e tenha abolido os controles fronteiriços, (o «Diamonitirion»).





Para os peregrinos seguidores da fé ortodoxa, o período máximo de estadia é normalmente seis dias, sendo de apenas quatro dias para os estrangeiros e para os não professantes da fé ortodoxa. Estes últimos podem, no entanto, prolongar a autorização para o máximo de oito dias à chegada a Karyes, junto das autoridades eclesiásticas.


Foto: Flickr_DimitriS Photography


A entrada nos mosteiros faz-se através de duas grandes portas fortificadas, uma no lado de fora e uma no lado de dentro da parede exterior. Os peregrinos mostram as suas licenças ao monge que guarda as portas e tem como trabalho, fechar as portas ao pôr do sol e abri-las novamente no nascer do sol.


Foto: Flickr_DimitriS Photography


Após a entrada os peregrinos são livres para visitar qualquer mosteiro que desejarem. Os mosteiros mantêm uma longa tradição de hospitalidade para quem precisa de Monte Athos, aqueles que procuram consolo, alívio dos problemas do mundo exterior ou aqueles que estão apenas em peregrinação.


Foto: Flickr_DimitriS Photography


Existem na Montanha Sagrada duas pequenas aldeias, a "capital" Karyes e o porto de Daphne.




A beleza natural da península, é extraordinária. O ponto mais alto é o Monte Athos situa-se a cerca de 2.033 metros de altura e dá o nome a todo o conjunto dos vinte mosteiros. É uma crista, nua e sem árvores que parece uma lança para o céu, as suas encostas são totalmente cobertas por pinheiros antigos.


Foto: Flickr_ Peter Brubacher




Dentro dos mosteiros e das inúmeras igrejas há uma riqueza inimaginável de tesouros únicos; frescos religiosos decoram cada parede, mosaicos raros, bibliotecas plenas com publicações antigas, antigos ícones muitos deles adornados em ouro, preciosas miniaturas de arte, artefatos eclesiásticas cobertas de ouro e pedras preciosas, presentes de imperadores Bizantinos, Russsos e Eslavos.





Desde as suas origens, a Montanha Sagrada hospedou místicos e mestres espirituais cujos escritos foram recolhidos no século XVIII numa célebre antologia - a Filocalia - que influenciou profundamente o mundo ortodoxo.




O Monte Athos é de um local com uma beleza natural incomparável, um sítio de paz e serenidade, um mundo diferente, cheio de misticismo e contemplação religiosa livre de influências externas.


Foto: Flickr_DimitriS Photography


Lá, os ideais monásticos e modo de vida foram preservadas na sua forma mais pura. Privilegiados são aqueles que foram capazes de fazer uma pausa na vida e fizeram até lá uma visita de peregrinação.


Foto: Flickr_DimitriS Photography







Fontes e Fotos: wikipedia; emailrecebido; http://www.ecclesia.com.br/athos/; http://www.almadeviajante.com/viagens/grecia/monte-athos.php; http://www.sacred-destinations.com/greece/mt-athos.htm; http://www.macedonian-heritage.gr/Athos/; http://www.flickr.com/photos/dimitrisotiropoulos/5694710422/in/photostream/; http://www.ouranoupoli.com/athos/athos.html; outros net

* Fotos: Net
As fotografias sem indicação dos autores é porque não os consegui identificar. Se forem suas, por favor queiram contactar-me que colocarei imediatamente o seu nome, ou retiro-as se for esse o seu desejo. Não é de maneira nenhuma minha intenção quebrar direitos de autor.

Photographs without the authors’ names are because I could not identify them. If they are yours, please contact me and I will put immediately your name, or remove them, if that is your wish. It is not my intention to break authors rights.




Viajar é alargar os nossos horizontes, é conhecer novas culturas, novos locais, paraísos perdidos que nos fascinam e encantam e se não o podemos fazer fisicamente, podemos sempre fazê-lo através da fotografia e da leitura, essa será a nossa viajem virtual!

7 comentários:

  1. E aí está! Mais uma bela viagem sem sair de casa.
    Obrigada!

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  2. Gostei, assim nós, mulheres, viajamos através das suas fotos, tendo em vista que não entraríamos; boa ideia. Um abraço, Yayá.

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  3. Ajude-me a divulgar a página do meu livro sober uma viagem que fiz a Athos através de um "LIKE" ou uma partilha no mural. Obrigado :)
    http://www.facebook.com/AthosViagemDentroDeUmPeregrino

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  4. Monte Athos não fica na "Macedônia" ( que é um país agora independente , e fica quase no lado oposto dos Balcãs ) , mas sim na Grécia !!!

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    1. Respondendo a Anónimo, o Monte Athos está localizado ao norte da Grécia ocupando uma parte da península Calcídica, na área da Macedônia Central.
      Maria

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  5. Gostei muito da página já recomendei aos meus amigos e até já.

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  6. Jorge Vitorio Bohner, obrigado por me conduzir nesta viagem de conhecimento.Encontrei seu "blog" porque desejava saber a localização do monte Athos, haja vista, que o Autor de "La Magdalena", William M. Valtos, equivocadamente situa-o em uma ilha.

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