quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Coimbra a "Cidade dos Estudantes"



Coimbra é uma cidade encantadora, capital de Distrito é a maior cidade da região Centro de Portugal. Situada ao longo do Rio Mondego é uma cidade intemporal que inspirou desde sempre poetas e escritores.


Foto: TrekEarth_Adores

 
Com uma vida intensa e sempre animada pelos estudantes ela tem um rico e vasto património histórico e paisagistico para oferecer a quem a visita. Tanto a parte "Alta" da cidade, como a "Baixa" são locais privilegiados, onde se misturam séculos de História, habitação, cultura, comércio e espaços verdes e lazer.
 
 
Foto: Wikipedia_Portugallo


Na Baixa de Coimbra, predomina o comércio, artesanato e bairros ribeirinhos. A Baixa não tem limites definidos, mas pode-se considerar como limites genéricos: a zona verde e rotunda da Casa do Sal a norte, o Parque Doutor Manuel Braga a sul, o Mercado Municipal D. Pedro V a este e o Rio Mondego a oeste.


Foto: Phase_Ann Forcier

É aqui que se encontra uma parte do centro cívico da cidade, as grandes ruas comerciais, o tradicional Mercado Municipal D.Pedro V, a estação ferroviária de Coimbra-A / Estação Nova e importantes monumentos como o Mosteiro de Santa Cruz. Várias freguesias estão inseridas na Baixa de Coimbra como São Bartolomeu, Santa Cruz ou Almedina.


Foto: wikipedia _nanabou

Do seu riquissimo património e belissimos espaços verdes saliento:

O Jardim da Manga
Conhecido também como Claustro da Manga, situa-se as traseiras do Mosteiro de Santa Cruz, na baixa da cidade, na freguesia de Santa Cruz. É uma das primeiras obras arquitectónicas inteiramente renascentistas feitas em Portugal e a sua estrutura é evocativa da Fonte da Vida. Remonta à antiga Fonte da Manga, do Mosteiro de Santa Cruz, pertencente aos monges da Ordem de Santo Agostinho, erguida em 1528. Actualmente apenas resta a cúpula e fonte centrais, ligadas a quatro pequenas capelas e circundadas por pequenos lagos de forma rectangular.


Foto: Wikipedia_Nuno Tavares 

Mosteiro de Santa Clara de Coimbra
Conhecido também como Convento de Santa Clara-a-Velha, localiza-se na margem esquerda do rio Mondego, perto da Baixa da cidade. Representa um momento de experimentação do estilo gótico no país. A sua fundação, em fins do século XIII, inscreve-se numa conjuntura de gradual influência e aceitação da Ordem dos Frades Menores na Corte e na sociedade portuguesa em geral.


Foto: wikipedia_AlvesGaspar


O Convento de Santa Clara-a-Nova
Também desigando como Mosteiro da Rainha Santa Isabel, localiza-se na freguesia de Santa Clara. Foi erguido no século XVII em substituição ao antigo mosteiro medieval de Santa Clara-a-Velha, vítima das inundações periódicas do rio Mondego. Constitui-se em um importante repositório de arte portuguesa dos séculos XIV a XVIII e alberga os restos da Rainha Santa Isabel, fundadora do mosteiro original.


Foto: Wikipedia_Carlos Luis MC da Cruz


Quinta das Lágrimas
Situada na margem esquerda do Mondego, na freguesia de Santa Clara. ocupa uma área de 18,3 hectares em torno de um palácio do século XIX requalificado sendo hoje utilizado como hotel de luxo "Hotel Quinta das Lágrimas".  Nos seus jardins acumulam-se memórias desde o século XIV, tanto nos elementos construídos como nas árvores, nas lendas populares e na sua própria história. Neles se encontram as chamadas Fonte dos Amores e Fonte das Lágrimas.

Fonte dos Amores

Foto: Wikipedia_Carlos Luis MC da Cruz


A quinta e as fontes são célebres por terem sido cenário dos amores do príncipe D. Pedro (futuro Pedro I de Portugal) e da fidalga D. Inês de Castro, tema de inúmeras obras de arte ao longo dos séculos.


Foto: IPPAR

A área da então denominada "Quinta do Pombal" constituiu-se em couto de caça da Família Real Portuguesa desde pelo menos o século XIV. Quando da refundação do Mosteiro de Santa Clara, Santa Isabel de Aragão, Rainha de Portugal, adquiriu os terrenos de duas fontes na área da quinta - canalizando-as para levar água ao Mosteiro. A "Fonte dos Amores" ainda tem um acesso, por um arco ogival gótico, datado do século XIV.


Foto: Wikipedia_Carlos Luis MC da Cruz


A designação de "Fonte dos Amores" deve-se a que, este local presenciou os amores de D. Pedro, neto da Rainha santa, por D. Inês, fidalga galega que servia de dama de companhia à mulher de D. Pedro, D. Constança. A outra fonte da Quinta foi batizada por Luís de Camões como "Fonte das Lágrimas", nascida das lágrimas que Inês chorou ao ser assassinada. O sangue de Inês terá ficado preso às rochas do leito, ainda rubras após seis séculos e meio...

"As filhas do Mondego, a morte escura
Longo tempo chorando memoraram
E por memória eterna em fonte pura
As Lágrimas choradas transformaram
O nome lhe puseram que ainda dura
Dos amores de Inês que ali passaram
Vede que fresca fonte rega as flores
Que as Lágrimas são água e o nome amores"

Os Lusíadas, canto III.


Fonte das Lágrimas

Foto: Wikipedia_Carlos Luis MC da Cruz


Sé Velha de Coimbra
Na freguesia da Almedina, é um dos edifícios em estilo românico mais importantes do país. A sua construção começou depois da Batalha de Ourique (1139), quando Afonso Henriques se declarou rei de Portugal e escolheu Coimbra como capital do reino. Na Sé está sepultado D. Sesnando, conde de Coimbra.


Foto: TrekEarth_Stego

O Parque de Santa Cruz
Popularmente conhecido por Jardim da Sereia, localiza-se na freguesia da Sé Nova. Este espaço foi entregue em 1131 aos Cónegos Regrantes de Santo Agostinho, que iniciaram a exploração da Quinta de Santa Cruz. No século XVIII, D. Gaspar da Encarnação promoveu o seu arranjo, tornando-o num espaço de lazer, tendo aí sido construído o campo de jogos (da Péla) e, simultaneamente, um jardim de descanso e meditação em estilo barroco.


Foto: Wikipedia_C Goulau

A entrada do jardim, é feita pela Praça da República e apresenta três estátuas que representam a Fé, a Caridade e a Esperança, culminando com uma cascata. Subindo as escadas, encontra-se a Fonte da Nogueira com uma estátua que representa um tritão abrindo a boca a um golfinho, de onde corre a água para a fonte, o que explica a designação popular de jardim da "Sereia". Na Alameda de Santo Agostinho, é possível admirar um painel de azulejos alusivos ao Santo.


Foto: Wikipedia_C Goulau

Sé Nova de Coimbra
Situada no largo da Feira, na freguesia de Sé Nova, é vizinha da Universidade de Coimbra. Na sua origem a Sé Nova foi a Igreja do Colégio dos Jesuítas (Colégio das Onze Mil Virgens), que se haviam instalado em Coimbra em 1541. O templo começou a ser construído em 1598, com projeto do arquiteto oficial dos jesuítas de Portugal, Baltazar Álvares. Foi inaugurado em 1698 e em 1759, os Jesuítas foram banidos de Portugal pelo Marquês de Pombal e, em 1772, a sede episcopal de Coimbra foi transferida da velha Sé românica para a espaçosa igreja jesuíta.


Foto: wikipedia_Nuno Tavares

Universidade de Coimbra
É uma das mais antigas Universidades da Europa e a mais antiga de Portugal. Fundada em Lisboa em 1290, foi transferida definitivamente para Coimbra em 1537, instalando-se no Paço Real. A Universidade abriga uma das maiores comunidades de estudantes internacionais em Portugal.


Foto: wikipedia_AlvesGaspar
 

Biblioteca Joanina
Biblioteca do século XVIII situa-se nas dependências da Universidade de Coimbra, no pátio da Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra. Apresenta um estilo marcadamente rococó, sendo reconhecida com uma das mais originais e espectaculares bibliotecas barrocas europeias. Além de local de pesquisa de muitos estudiosos, o espaço é ainda frequentemente utilizado para concertos, exposições e outras manifestações culturais. A sua construção começou no ano de 1717, no exterior do primitivo perímetro islâmico, sobre o antigo cárcere do Paço Real, com o objectivo de albergar a biblioteca universitária de Coimbra, e foi concluída em 1728.


Foto: Wikipedia_KarineCyril


Jardim Botânico da Universidade de Coimbra,
Um magnifico jardim com uma area de 13,5 hectares, cheio de recantos encantadores que convidam a um passeio ou simplesmente a uma paragem para descansar.


Foto: Wikipedia_ReiArtur

Foto: TrekEarth_AnaRita

Este jardim é membro da Associação Ibero-Macaronésica de Jardins Botânicos e da BGCI (Botanical Gardens Conservation International), e apresenta programas de conservação para a International Agenda for Botanic Gardens in Conservation.


Foto: Wikipedia_ReiArtur


Aqueduto de São Sebastião
Popularmente conhecido como os Arcos do Jardim, localiza-se na calçada Martim de Freitas, em frente ao Jardim Botânico da Universidade de Coimbra. Remonta a um primitivo aqueduto romano, que abastecia a parte alta da povoação. O atual aqueduto é obra do final do século XVI, sob o reinado de Sebastião de Portugal, com traça do arquiteto italiano Filipe Terzio.


Foto: Wikipedia_KarineCyril


Mata do Choupal
Com uma área de 79 hectares, a Mata do Choupal bordeja o rio Mondego numa extensão de 2 Km. Foi imortalizada por poetas e nasceu da necessidade de quebrar a impetuosidade das cheias do Mondego. Em 1791, o Engº Padre Estevão Cabral comandava um grande projecto que se destinava a tentar diminuir o assoreamento provocado pelo Rio.
 

Foto: DAQUI

Penedo da Saudade
Parque e miradouro da cidade foi construído em 1849. Dali se avista a parte oriental da cidade até ao rio Mondego, a serra do Roxo e a serra da Lousã. Ligado à cultura coimbrã e à sua academia, neste espaço encontra-se entre uma vegetação diversificada, inúmeras placas comemorativas de eventos ligados à vida académica, além de poesias de alunos. A mais antiga data de 1855. A "Sala dos Cursos" e a "Sala dos Poetas" são dois espaços de visita obrigatória.


Foto: Wikipedia_C Goulau


Parque Verde do Mondego
Abrange uma área de mais de 400.000 metros quadrados. A requalificação paisagística do rio Mondego, numa frente de quase 3 quilómetros, é complementada com estruturas de acesso destinadas aos peões, a Ponte Pedro e Inês, permitindo a ligação entre a zona baixa e a zona alta da cidade. Este corredor, com quase 4 quilómetros, contempla uma ciclovia de extensão equivalente.



Foto: Wikipedia_ReiArtur


Ponte Pedro e Inês
Inaugurada em 2006 é uma Ponte pedonal e de ciclovia sobre o rio Mondego, no Parque Verde do Mondego. A montante fica a Ponte de Santa Clara e a jusante da Ponte Rainha Santa Isabel. É uma obra projetada pelo engenheiro António Adão da Fonseca e pelo arquiteto Cecil Balmond. O passadiço é em madeira e tem quatro metros de largura, criando a meio uma praça com oito metros de largura; as guardas são em vidro laminado de quatro cores: amarelo, azul, verde e rosa.


Foto: Wikipedia_Correia PM

A Igreja de Santiago
Situa-se na Praça do Comércio, na freguesia São Bartolomeu. Erguida entre o final do século XII e início do século XIII, é um dos grandes monumentos em estilo românico da cidade. As obras do templo foram iniciadas antes do ano de 957. Foi reedificado nas últimas décadas do século XII, em data desconhecida, no reinado de Sancho I de Portugal. No exterior da igreja destacam-se os portais principal e lateral sul, obras de grande valor para entender o românico coimbrão.


Foto: IPPAR


A Igreja de Santo António dos Olivais
Localiza-se na freguesia de Santo António dos Olivais. A primitiva ocupação religiosa do local remonta à existência de uma capela sob a invocação de Santo Antão, pelo menos no início século XIII. Em 1217-1218 foi aqui fundado um convento da Ordem dos Frades Menores que, no entanto, optaram por se transferir para o Convento de São Francisco da Ponte em 1247. Durante o século XVI os franciscanos capuchos da Província da Piedade tornaram-se proprietários do templo, que mais tarde foi entregue à Província da Soledade, em função da divisão administrativa da Ordem, em 1673. A igreja conheceu nova intervenção arquitectónica no período barroco, que lhe conferiu o aspecto actual.


Foto: Wikipedia


Portugal dos Pequenitos
Localiza-se no largo do Rossio de Santa Clara. Trata-se de um parque temático concebido e construído como um espaço lúdico, pedagógico e turístico, para mostrar aspectos da cultura e do património português, em Portugal e no mundo. Foi iniciado em 1938, por iniciativa do professor Bissaya Barreto, com projeto do arquiteto Cassiano Branco, vindo a ser inaugurado em 8 de junho de 1940.


Foto: Wikipedia_Carlos Luis MC da Cruz

Coimbra,  a "Cidade dos Estudantes", encanta todos os visitantes pelo seu charme, romantismo, história e  beleza natural, sendo uma visita a não perder.

Fontes e Fotos: Wikipedia; www.turismodecoimbra.pt/; http://www.portugalvirtual.pt/; http://www.rotadabairrada.pt/; TrekEarth; www.cm-coimbra.pt/; outros net

Sempre que viajamos seja física ou virtualmente (através por exemplo da leitura), alargamos os nossos horizontes, pois vamos conhecer novos locais, novos costumes, novas realidades e gentes. Aumentamos o nosso conhecimento e enriquecemos interiormente.

6 comentários:

  1. Olá, amiga Maria. Estava com saudades desse belo espaço que nos faz viajar por lugares fantásticos como esse. Maravilhosa Coimbra!! Essa sua terra encantadora. Obrigada por partilhar! Estive ausente por problemas de conexção e saúde. Espero poder estar sempre por aqui! Beijinhos. feliz semana!

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  2. Amiga hoje eu vim lhe oferecer dois selinhos, um de 700 seguidores e o outro de Natal.
    http://www.mariaalicecerqueira.com/
    Obrigada pelo carinho de sua presença lá no meu cantinho.
    Tenha uma linda tarde junto com o desejo de Feliz Natal.
    Abraço muito amigo
    Maria Alice

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  3. Querida amiga

    Estes são
    lugares para a alma passear,
    despida do tempo
    e vestida
    de poesia.

    Que amar seja para ti
    o objetivo de cada instante.

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  4. linda postagem, a qual nos agrega mais conhecimento das Belezas do mundo,que muitos só poderão conhecer através de fotos.não tem como compartilhar no facebook?

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  5. Meu filho está lá pessoalmente e eu viajo com ele virtualmente. Que bom que temos essa oportunidade da internet nos levar a lugares maravilhosos. Estou encantada. Bela reportagem. Parabéns.

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