sexta-feira, 27 de julho de 2012

Cavernas de Ajanta


As cavernas de Ajanta localizam-se no Estado Indiano de Maharashtra, perto de Jalgaon, ao lado da aldeia de Ajinṭhā.

Foto: wikipedia_Freakyyash

Foram declaradas Património Mundial da UNESCO em 1983.


Foto: wikipedia_Author C .SHELARE

Esculpidas na rocha vulcânica de basalto, os artesãos foram meticulosamente cinzelando pouco a pouco a rocha,talhando as colunas em lugares estratégicos e criando vários quartos dentro da rocha.


Foto: wikipedai_Jonathan

As paredes e os tetos foram maravilhosamente decorados e com aplicações de gesso criaram pinturas coloridas.




A maioria das pinturas de inspiração budista tem mais de 1500 anos. A caverna mais antiga remonta ao século II antes de Cristo. Algumas delas são Viharas ou monastérios, grandes câmaras com quartos pequenos que conduziam para fora da sala principal e era onde viviam os monges. Alguns destes quartos tem camas de pedra talhada, com uma almofada na qual o monge podia descansar sua cabeça.


Foto: Net

O resto das cavernas são Chaityas ou templos, muito similares as catedrais cristãs, com tetos abobodados e com vigas de madeira que se cruzam em nervuras, com pilares de pedras decorados, e na nave central uma grande estátua de Buda.



No século XVII, o Budismo começou a desaparecer, e lentamente Ajanta foi esquecida.

Depois de vários séculos, em 1819 um oficial britânico para a Presidência Madras, John Smith, da Cavalaria 28, enquanto andava à caça de tigres, descobriu acidentalmente a entrada para um dos templos da caverna.


Foto: www.indiacitytrip.com

Intrigado pelo visual de uma formação fora do comum, o seu grupo aventurou-se a ir mais baixo para descobrir no meio de um emaranhado mato, Ajanta.


Foto: www.taringa.net


A caverna era desde há muitos anos apenas o lar de pássaros, morcegos e um covil para outros animais maiores. O capitão Smith marca aí a sua presença assinando o seu nome e a data em estavam, num dos pilares.


Foto: www.taringa.net

Logo após esta descoberta, as Cavernas de Ajanta tornaram-se famosas pelo seu exótico cenário, pela sua impressionante arquitetura. Uma obra histórica, que há muito se encontrava esquecida.


Foto: Net

A primeira caverna foi construída no extremo leste da escarpa em forma de ferradura. Pensasse que seja uma das últimas cavernas a ter sido começada no local na fase Vākāţaka. Embora não haja nenhuma evidência epigráfica, tem sido proposto que o Imperador Harishena Vākāţaka pode ter sido o benfeitor desta caverna, a melhor preservada.


Foto: Net

Cada parede do interior da sala tem cerca de 12 m de comprimento e 6,1 m de altura. Doze pilares fazem uma colunata quadrada, suportando o tecto e criando corredores espaçosos ao longo das paredes.


Foto: Net

A segunda caverna é suportada por pilares robustos, ornamentadas com desenhos. O salão tem quatro colunas que sustentam o teto. Cada braço ou colunata do quadrado é paralela às respectivas paredes da sala, fazendo um corredor entre os dois. Os capitais são esculpidos e pintados com vários temas decorativos que incluem formas ornamental, humanos, animal, vegetal e semi-divina.


Foto: wikipedia_deysandip

As pinturas aparecem em quase todas as superfícies da caverna, excepto no chão. As narrativas pintadas dos contos de Jataka são representadas apenas nas paredes, são de natureza didática, destinadas a informar sobre os ensinamentos do Buda e da vida através de renascimentos sucessivos.


Foto: Net

A quarta caverna é o maior mosteiro planeado numa escala grandiosa, mas nunca finalizado. Uma inscrição no pedestal da imagem de Buda menciona que era um presente de uma pessoa chamada Mathura, a forma de escrita pertence ao século 6 AD.


Foto: wikipedia_Author Karthikeyan.pandian


A Caverna 9 é parte do coração do complexo de Ajanta, é uma das primeiras salas de oração. É notável pelas suas janelas em arco que permitem que a luz solar seja suavemente difundida pela caverna.


Foto: wikipedia_Marcin Bialek

A caverna 10 é considerada a mais antiga caverna de Ajanta, data do século 2 aC e sua parede esquerda tem o mais antigo mural de um príncipe adorar uma árvore Bodhi.


Foto: wikipedia_Shaikh

A Caverna 16 tem dois elefantes esculpidos em cada lado da entrada. Pensa-se que este poderia ter sido a entrada original para as cavernas. O destaque desta caverna é a pintura, "The Dying Princess".


Foto: Net

A caverna 19 é uma chaityagriha e está repleta de esculturas de Buda. É considerada como um dos melhores exemplos da arte budista e tem sido chamada de "arca do tesouro do escultor".


Foto: wikipedia

Existem no total 30 cavernas, do grupo final a mais notável entre elas é Caverna 26, que exibe a magnificência da arte escultural da época. É aqui que se encontra a estátua do Buda reclinado com os olhos fechados como se estivesse adormecido.




Desde a sua redescoberta, houve imensos esforços para restaurar e conservar estas cavernas, especialmente as suas preciosas pinturas.


Foto: www.india.cc.com

Através de Ajanta é possível aprender sobre as várias facetas da antiga vida na Índia – desde o traje do povo, o trabalho artístico dos artesãos e as crenças religiosas daquela época até à posição política e económica dos governantes.

Fontes e Fotos: Wikipedia; http://www.indiacitytrip.com/; http://virtualtourist.com/; http://www.sacred-destinations.com/; http://www.indianetzone.com/; TreakEarth; Flickr; outros.


* Fotos: Net
As fotografias sem indicação dos autores é porque não os consegui identificar. Se forem suas, por favor queiram contactar-me que colocarei imediatamente o seu nome, ou retiro-as se for esse o seu desejo. Não é de maneira nenhuma minha intenção quebrar direitos de autor.

Photographs without the authors’ names are because I could not identify them. If they are yours, please contact me and I will put immediately your name, or remove them, if that is your wish. It is not my intention to break authors rights.




"Para viajar basta existir." (Fernando Pessoa)

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Bwindi Impenetrable National Park


O Bwindi Impenetrable National Park localiza-se à beira do Vale do Rift, na junção da planície e das florestas de montanha, no sudoeste do Uganda na África Oriental, junto à fronteira com a República Democrática do Congo.


Foto: http://www.rwandaprimatesafaris.com


Abrange uma área de 32.000 hectares e é conhecido pela sua excepcional biodiversidade, tendo sido inscrito pela UNESCO, em 1994, como Património da Humanidade.




Em 1932, os sectores norte e sul do actual parque foram declarados Reservas Florestais da Coroa de (Kasatora e Kayonza) e, em 1948, as duas reservas foram juntas na Reserva Florestal Impenetrável da Coroa. Em 1961, a reserva foi declarada um santuário de vida animal e finalmente, em 1991 foi declarado Parque Nacional.




O parque é assim composto por dois blocos de floresta que são conectados por um pequeno corredor de floresta, sendo caracterizado por colinas íngremes, intersectadas por rios e vales estreitos.


Foto: http://mrpeteradams.wordpress.com

A sua altitude varia entre 1190 a 2607 metros acima do nível do mar, e cerca de 60% do parque tem uma elevação acima de 2000 metros. O ponto mais alto é Rwamunyonyi na margem leste do parque. A parte mais baixa do parque está localizado na sua ponta mais setentrional.


Foto: http://www.rwandaprimatesafaris.com

Tem clima tropical, sendo o pico das chuvas de Março a Abril e de Setembro a Novembro. A floresta desempenha um papel importante na regulação do ambiente da área externa do parque.


Foto: Rebecca Yale

A floresta tem o nome “impenetrável” devido à densa cobertura de ervas, lianas e arbustos dos seus vales. É acessível somente a pé.


Foto: http://www.birdingreports.nl/

Bwindi Parque Nacional é uma floresta muito antiga, um dos ecossistemas mais ricos em África, e a diversidade de espécies é uma característica do parque.


Foto: http://www.4gress.com

O parque tem um papel essencial na conservação da fauna Afromontane, especialmente em relação às espécies que são endémicas das montanhas da secção ocidental do Vale do Rift.


Foto: http://www.bestourism.com

Bwindi fornece o habitat para mais de 200 espécies de borboletas, cerca de 120 espécies de mamíferos, 214 espécies de aves da floresta (cerca de 340 espécies no total), 27 espécies de rãs, lagartixas e camaleões e muitas outras espécies.


* Fotos: Net

Doze espécies de aves, um primata e 3 espécies de borboletas existem apenas em Bwindi ou nas florestas vizinhas . Encontram-se também aqui espécies ameaçadas de extinção, como o chimpanzé oriental, Pan troglodytes schweinfurthi, o elefante africano Loxodonta africana e a borboleta africana gigante, Papilio antimachus.




O gorila de montanha é um dos animais mais famoso de Bwindi, situando-se aqui cerca de um terço da população mundial dos gorilas de montanha (cerca de 300 de um total de 650).


Foto: Paul Souders/Corbis

Existem quatro grupos de gorilas: o Grupo de Mubare, o Grupo de Habinyanja, o Grupo de Rushegura, e o Grupo de Nkuring. Eles movimentam-se muito e para muito longe, o que pode levar de 15 minutos a um dia para poderem ser observados.


Foto: Paul Souders/Corbis

Para além da observação dos gorilas, Bwindi é um paraíso para observadores de pássaros, principalmente nas áreas em volta de Ruhija e Buhoma, sendo possível identificar várias espécies ao longo de um dia.




Relativamente à flora, Bwindi está entre as florestas mais diversificadas da África Oriental, com mais de 200 espécies de árvores e mais de 100 de fetos, bem como mais de 1.000 espécies de plantas floridas, incluindo 163 espécies de árvores e 104 espécies de samambaias.


Foto: http://www.mondberge.com

Foto: http://igcp.org/

A floresta é uma área importante de captação de água. Com uma geologia geralmente impermeável subjacente, onde a água flui principalmente através de estruturas de grandes falhas, infiltração de água e aquíferos são limitadas. Grande parte da chuva do parque faz córregos, ea floresta tem muito de uma rede densa de córregos.


* Fotos: Net

Os principais rios que nascem no parque são o Ivi, Munyaga, Ihihizo, Ishasha, e os rios Ntengyere, que fluem para o lago Edward.


Foto: http://www.naturalhighsafaris.com

São vários os lagos e cascatas existentes na floresta.


Foto: http://www.wildherps.com/

Para explorar a floresta, como se tem que subir e descer muitas vezes colinas íngremes, é fundamental levar umas boas botas de caminhada. Se chover, ficará muito lamacento pelo que se deve levar uma camisola grossa, uma t-shirt de mangas compridas, umas calças, um chapéu e um impermeável. Se estiver um clima seco, vai ser preciso muita água, levar pelo menos 2,5 litros de água. Levar repelente de insectos para os mosquitos, e consultar antes de viajar o médico sobre vacinas e formas de prevenção da malária.


Foto: http://www.birdingreports.nl/

Do ponto de vista da herança cultural, apesar de não se terem encontrado sítios arqueológicos dentro do parque, pensa-se que a região tenha sido ocupada desde há 37 mil anos, havendo evidência de desmatamento agrícola de há 4800 anos, provavelmente devido à presença dos Batwa que, apesar de serem caçadores-recolectores, já manipulavam a vegetação com o fogo. Este é o vestígio mais antigo da existência de agricultura na África tropical, uma vez que só cerca de 2000 anos depois os Bantwa chegaram à região. O importante conhecimento dos Batwa sobre os animais e as plantas está ameaçado de extinção, se o modo de vida desta população não for restaurado ou se esse conhecimento não for registado.


Foto: © Pichugin Dmitry/Shutterstock.com

Fontes e Fotos: Wikipedia; http://www.ugandatouristguide.com/uganda-national-parks/bwindi-national-park.html; http://www.guideforafrica.com/uganda/bwindi-park.html; http://www.rebeccayale.com/2011/07/waterfall-hike-in-bwindi-national-park.html; http://wikitravel.org/pt/Parque_Nacional_Impenetr%C3%A1vel_de_Bwindi;http://www.bestourism.com; http://rarefinch.com; http://www.4gress.com; outros Net

* Fotos: Net
As fotografias sem indicação dos autores é porque não os consegui identificar. Se forem suas, por favor queiram contactar-me que colocarei imediatamente o seu nome, ou retiro-as se for esse o seu desejo. Não é de maneira nenhuma minha intenção quebrar direitos de autor.

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Foto: http://rarefinch.com

Viajar é alargar os nossos horizontes, é conhecer novas culturas, novos locais, paraísos perdidos que nos fascinam e encantam e se não o podemos fazer fisicamente, podemos sempre fazê-lo através da fotografia e da leitura, essa será a nossa viajem virtual!

sábado, 7 de julho de 2012

Os Jardins perdidos de Heligan


Foto: http://thegardenwanderer.blogspot.uk


Os Jardins perdidos de Heligan, (Lost Gardens of Heligan) perto Mevagissey em Cornwall, são um dos jardins botânicos mais populares no Reino Unido.


Foto: http://www.heligan.com/


O estilo dos jardins é típico do estilo Gardenesque do século XIX, com áreas de diferente caráter e em diferentes estilos de design.


Foto: http://www.visitcornwall.com


Os jardins foram criados por membros da família Tremayne Cornish, desde meados do século 18 até ao início do século 20, e ainda fazem parte da familia Heligan.


Foto: http://www.visitcornwall.com


Os jardins foram negligenciados durante as duas Guerra Mundiais e só foram restaurados na década de 1990, pelos descendentes da família que o tinha construído.


Foto: http://www.heligan.com/


Em 1992, os Jardins Perdidos de Heligan abriram as portas ao público.


Foto: http://www.heligan.com/


Os jardins ostentam uma fabulosa colecção de rododendros e camélias. Encontram-se em Heligan mais de 70 espécies de camélias e 350 rododendros antigos. As primeiras plantações datam por volta de 1850.


Foto: http://www.heligan.com/


Os jardins são altamente produtivos em  vegetais e flores.


Foto: http://www.heligan.com/


Espaços que transmitem paz e tranquilidade.


Foto: http://thegardenwanderer.blogspot.uk


Têm uma série de lagos alimentados por uma bomba com mais de cem anos de idade.


Foto: http://thegardenwanderer.blogspot.uk


A selva (The Jungle) é um jardim exuberante que hospeda um motim de folhagem luxuriante, árvores pendentes, plantações exóticas e vistas inspiradoras.



Foto:www.greatbritishgardens.co.uk


The Jungle fica num vale de encostas íngremes, criando um microclima, pelo menos, cinco graus mais quente do que o Jardim do Norte.


Foto: http://www.heligan.com/


Aqui, a paleta de plantas exóticas trazidas de todo o mundo é um colírio para os olhos.


Foto: http://www.heligan.com/


O Vale Perdido é a casa para várias árvores centenárias e um tapete de jacintos na primavera.




A cabeça gigante e



a Mud maid esperam para ser descobertas ao longo do Passeio da floresta.


Foto: http://www.cornishcottagesonline.com


Os seus criadores Pete Hill e Sue colocaram na floresta uma nova escultura – The Grey Lady


Foto: http://www.cornishcottagesonline.com


Em Lost Valley dois tranquilos lagos oferecem o local perfeito para a lontra Heligan.





O foco contemporâneo dos responsáveis dos "Jardins Perdidos de Heligan" é continuar a trabalhar com a natureza, protegendo-a, aceitando-a e respeitando-a.




Para conhecer melhor este jardim maravilhoso e saber mais informações poderá visitar o seu site oficial “The lost gardens of Hetigan




Fontes e Fotos: Wikipedia; http://www.heligan.com/; http://thegardenwanderer.blogspot.pt/2010/07/lost-gardens-of-heligan-uk.html; http://www.heligan.com/; outros


* Fotos: Net
As fotografias sem indicação dos autores é porque não os consegui identificar. Se forem suas, por favor queiram contactar-me que colocarei imediatamente o seu nome, ou retiro-as se for esse o seu desejo. Não é de maneira nenhuma minha intenção quebrar direitos de autor.

Photographs without the authors’ names are because I could not identify them. If they are yours, please contact me and I will put immediately your name, or remove them, if that is your wish. It is not my intention to break authors rights.


Foto: http://www.heligan.com/


“No misterio do sem-fim equilibra-se um planeta. E no planeta um jardim e no jardim um canteiro no canteiro uma violeta e sobre ela o dia inteiro entre o planeta e o sem-fim a asa de uma borboleta.” (Cecília Meireles)