terça-feira, 15 de junho de 2010

0 Passeio pela Costa Vicentina do Algarve


O meu tempo, como muitos dos amigos que por aqui passam sabem, não é lá muito e nem sempre consigo colocar na hora certa aquilo que pretendo. Para colmatar esta falta de disponibilidade, eu vou fazendo os artigos quando é possível, são agendados e na altura pré-definida são publicados. Só agora consegui ter possibilidade de poder falar um pouco, sobre o presente que os meus meninos me ofereceram.



No Natal do ano passado os meus filhos, à semelhança do ano anterior, ofereceram a mim e ao meu marido, como prenda de Natal, um fim-de-semana de "Refúgios a dois" da “Vida é Bela”. Depois de marcar e desmarcar, no final de Maio lá fomos nós e desta vez escolhemos um hotel na Costa Vicentina do Algarve.




O Algarve nesta altura do ano é espectacular, pois a Natureza brinda-nos com toda a magia das suas flores que conjugado com o azul do mar, torna estes locais simplesmente divinais.




As estevas estão floridas e lembram-me sempre os meus tempos de menina, quando ia passar férias para a casa do meu avô Coelho. Adorava ver os montes todos salpicados do branco das flores das estevas.




Ficamos no hotel Vale da Telha, é um sitio relativamente pequeno, tranquilo e bastante agradável, que fica a sensivelmente 3 km da Praia da Arrifana e da Praia de Monte Clérigo.




Fomos visitar a praia de Monte Clérigo
 



Esta praia tem um vasto areal o que a torna ideal para famílias com crianças.




O acesso à praia é fácil, tem parque de estacionamento e restaurantes nos quais podemos saborear bom peixe fresco ou marisco.




A segunda praia que fomos  conhecer foi a praia da Arrifana, fica abrigada por altos rochedos e forma uma espécie de baía.




Tem estacionamento no topo da colina, mas o carro também pode descer até à praia, uma descida bem íngreme. No caso de deixar o carro cá em cima, penso que é preciso ter "boas" pernas para fazer a “subidinha” a pé. Do topo da falésia a paisagem é de sonho, com o mar a bater nas rochas e vendo as gaivotas a planar no ar.




As arribas junto às ruínas da Fortaleza da Arrifana, são impressionantes, acessíveis apenas aos nossos amigos alados, as aves.




Aqui vimos o pôr-do-sol, um espectáculo fabuloso e mágico, num dos locais que para mim, é dos mais bonitos da Costa Vicentina.




Jantamos divinalmente num restaurante na Ponta da Arrifana, junto às ruínas, o “Pôr do Sol “. Recomendo vivamente, comida e serviço de qualidade, num local encantador.




De regresso a casa paramos na praia de Odeceixe, linda!




Um local para sentir a natureza deixando os pensamentos divagar para além do horizonte.




Um local para descansar.





A nossa última paragem foi em Zambujeira do Mar. Do alto da falésia podemos avistar o imenso oceano, mas tenho a certeza que a gaivota bem lá no cimo da Igreja, ainda tinha uma panorâmica melhor.




A praia tem um largo areal e está protegida por altas arribas de xisto. Está rodeada por todos os tipos de serviços necessários, e possuí um ambiente muito agradável. Um local lindo, como todos os da Costa Vicentina.




Tenho de agradecer aos meus queridos e adorados filhotes Diana e Pedro, por este fim-de-semana magnífico, que me permitiu conhecer melhor esta zona tão bonita da costa Portuguesa.



“Os filhos são para as mães as âncoras da sua vida.” Sófocles

domingo, 13 de junho de 2010

5 Aveiro


Foto: Pessoal


Aveiro encontra-se no litoral do país, estando delimitada a norte pelo distrito do Porto e a sul pelo distrito de Coimbra. Em tempos um grande porto marítimo, esta calma cidade é conhecida principalmente devido à Ria de Aveiro que se estende com os seus encantadores canais por várias ruas da cidade. 


Foto: Pessoal


A Ria de Aveiro é composta por uma enorme diversidade de habitats, tais como, Estuário ou rio, Banco de areia, sapal, praia ou duna, lagoa de água salobra ou doce. Sendo esta também com a Reserva Natural das Dunas de S. Jacinto e com uma fauna e flora diversificada, que a torna um dos mais conhecidos recursos naturais portugueses. Esta abriga uma diversidade de habitats, o que lhe concede uma importância ecológica.


Reserva Natural das Dunas de S. Jacinto

Foto: Wikipedia


Sendo as águas livres, habitat de uma variada fauna piscícola, existindo nelas numerosas espécies de algas, que serve também de alimento para certas aves. Os terrenos agrícolas, que na sua maioria cultivasse arroz e milho, são onde se refugia uma importante população de animais marítimos.


Foto: Rui Andrade


Típico da região o Barco Moliceiro é um tipo de embarcação destinada à colheita e transporte da vegetação da Ria de Aveiro, ocupação conhecida pelo termo popular de apanha do moliço, e serve para o transporte de mercadorias ou gado. 


Foto: Pessoal
Foto: Pessoal


A área geográfica da sua actuação abrange toda a superfície da Ria, variando as suas dimensões conforme as zonas onde navega. Estas embarcações ostentam painéis decorativos e já deixaram de apanhar o moliço.
Presentemente andam pela ria, a fazer visitas guiadas aos turistas que visitam a cidade, principalmente durante o verão. 


Foto: Pessoal


A primeira referência conhecida a Aveiro data do ano de 959, onde, no testamento da Condessa Mumadona Dias, são legadas salinas em Allavarium. A produção de sal, bem precioso para a conservação dos alimentos, e a sua situação geográfica, tornavam Aveiro um importante centro marítimo e comercial. O sal constitui durante séculos um dos seus produtos mais famosos. Nas vasas e nos lodos procede-se a recolecção de moluscos enquanto a apanha do moliço quase que desapareceu devido à utilização de fertilizantes químicos.

Foto: Pessoal


A pesca pratica-se tanto nas águas interiores quer no mar, enquanto se desenvolve a piscicultura, nomeadamente nas salinas abandonadas. Tomando grande expressão, em torno da ria, surtos industriais e uma agricultura fortemente mecanizada. Além da pesca e da produção de sal, o Azulejo foi uma das expressões artísticas que teve no nosso país, e particularmente em Aveiro, um desenvolvimento muito sui generis.

Os primeiros trabalhos em azulejos existentes nesta cidade, remontam ao século XV, coincidindo com o arrancar da actividade cerâmica como actividade económica de relevo para a região. São hoje escassos os azulejos dessa época, devido aos inúmeros restauros realizados. No entanto, ainda se podem encontrar no convento de Santa Joana exemplares de azulejos deste século, ligados certamente à fundação deste.

Existem na cidade, dois pontos fulcrais de azulejos: a casa de Santa Zita e a Estação dos Caminhos de Ferro.

Foto: Pessoal


Juntando-se a todas estas actividades mais recentemente começou a desenvolver-se a àrea do turismo, que tira partido da paisagem e dos múltiplos atractivos que a região oferece.


Foto: Pessoal


É imprescindível visitar a Praia da Barra com o seu farol, o mais alto de Portugal (62 m), dominando uma praia de águas sempre calmas e o canal de entrada do Porto de Aveiro.


Foto: www.funceramics.pt


Como capital da região destaca-se além da beleza da sua costa, por uma combinação perfeita entre o carácter tradicional dos bairros próximos da Ria e a grande modernidade das recentes zonas urbanas.



Foto: Pessoal

Foto: Pessoal

Foto: Pessoal


A Sul, chega-se à vizinha Praia da Costa Nova, com os seus palheiros, cujas fachadas, de traça singular e coloridas listas verticais.


Foto: www.minigofe-costanova.pt


A visitar
Museu de Aveiro
O Museu de Aveiro encontra-se na Avenida Santa Joana Princesa. Forma parte das dependências do Convento de Jesus e é considerado como um dos museus mais importantes de Arte Sacra do país. Foi fundado no ano de 1911 e no seu interior se exibem numerosas colecções de pintura, talha, azulejaria, etc. Entre as mais destacadas encontra-se uma colecção de arte barroco portuguesa do século XVII e XVIII.


Foto: Pessoal

Foto: Pessoal


■ Museu e Fábrica da Vista
O Museu relata a história da fábrica, através dos exemplares mais representativos da produção de uma indústria que, tendo começado, em 1824, por fabricar vidro e cristal, produz, hoje, porcelana utilitária e, muito especialmente, artística, de renome internacional.


Foto: Pessoal

Foto: Pessoal

■ Núcleo Megalítico do Taco (Albergaria-a-Velha)
■ Igreja das Carmelitas
■ Jardim e Parque Infante D. Pedro
O Jardim e Parque Infante D. Pedro, situa-se na Avenida Artur Ravara. É uma área densamente arborizada com uma grande variedade de flora e fauna. No interior do parque tem um belo lago onde os visitantes podem realizar passeios em barco, também pode-se visitar o Museu de Caça e Pesca. Este parque é considerado o pulmão da cidade, um lugar ideal para passear e descansar.


Foto: Pessoal

Foto: Pessoal

Foto: Pessoal

■ Igreja da Misericórdia
A Igreja da Misericórdia de Aveiro foi construída na actual Rua de Coimbra entre finais do século XVI e meados do século XVII. Destaca-se em seu portal, revestido de azulejos do século XIX, o grandioso portal em cujo centro encontra-se a imagem de Nossa Senhora da Misericórdia, considerada como um claro exemplo do Renascimento. Seu interior está revestido de azulejos e nele destaca-se sua capela-mor.


Foto: Pessoal


■ Igreja do Carmo (Aveiro)
■ Reserva Natural das dunas de S. Jacinto
■ Sé Catedral de Aveiro
A Sé Catedral de Aveiro, antiga Igreja de São Domingo, encontra-se na Praça do Milénio e é um dos monumentos mais importantes da cidade. É um templo com planta de cruz latina e nave única com capelas laterais, que formavam parte do Convento de S. Domingo. Foi consagrada no ano de 1464 e reconstruída nos séculos XVI, XVII e XVIII. No seu interior destacam-se as peças de grande valor, localizadas nas capelas laterais, na Capela da Visitação um retábulo mostra a Virgem de Santa Isabel, e a Capela da Nossa Senhora do Rosário uma bela imagem de S. Domingo, ambas do século XVI.


Foto: Pessoal

Gastronomia
Os apreciadores da boa mesa podem regalar-se com pratos de carne e de peixe, sobretudo deste último, fruto dos bem apaladados pratos dos pescadores que povoaram, e ainda povoam, este litoral lusitano. Nas receitas de peixe algumas sugestões são a caldeirada de enguias ou as enguias de escabeche, a raia em molho pitau, as espetadas de mexilhão e as caldeiradas de vários peixes da Ria e do mar.
Quanto às carnes, de salientar o carneiro à lampantana (assado na caçoila de barro preto), o estaladiço leitão assado, a chanfana de borrego ou de cabrito, o chouriço com grelos ou, ainda, uns apetitosos rojões.
Relativamente a sobremesas começa-se logo por falar, dos famosos ovos moles, símbolo de Aveiro por excelência, servidos em pequenas pipas de madeira decoradas com coloridas pinturas com temas regionais ou com revestimento de hóstia imitando formas marinhas, um legado das freiras do Convento de Jesus. 

Foto: www.diarioaveiro.pt

Percorrendo um pouco mais a doçaria aveirense, encontramos outros legados de conventos religiosos da região de igualmente fazer “crescer água na boca”. Como por exemplo: raivas, ovos em fio, castanhas doces, bolos de vinte e quatro horas, fatias húmidas ou as barrigas de freira, entre muitos outros.

Festas e Romarias
Feira das Velharias, 28 de Maio, Aveiro
■ Feira de Março, 25 de Março, Aveiro
■ Festa de Nossa Sra. das Areias, 1º Domingo de Outubro, São Jacinto
■ Festa de São Gonçalinho, 10 de Janeiro, Aveiro
■ Festa de Stª Joana Princesa, Maio, Aveiro
■ Festival da Ria, Agosto, Aveiro



Foto: net

É uma cidade que conjuga desenvolvimento com tradição, uma cidade encantadora, situada na nossa maravilhosa costa, que sabe receber de maneira divinal os seus visitantes. 



Foto: Pessoal


Vá visitar, Vale a pena.

Fontes: “www.aveiromguia”; “http://www.portugal-live.net/”; "http://www.aportugal.com/ ; http://www.visitportugal.com/;  www.av.it.pt/aveirocidade/pt/ ; outros net

Fotos: Pessoais, Vários Net; http://olhares.aeiou.pt/.

Foto: Pessoal

Sempre que viajamos seja física ou virtualmente (através por exemplo da leitura), alargamos os nossos horizontes, pois vamos conhecer novos locais, novos costumes, novas realidades e gentes. Aumentamos o nosso conhecimento e enriquecemos interiormente.


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