segunda-feira, 11 de outubro de 2010

9 Óbidos uma Vila encantada

A vila de Óbidos fica no distrito de Leiria e faz parte da Região de Turismo do Oeste. Esta vila guarda séculos de história dentro das suas muralhas. Possui um vasto património arquitectónico religioso e vestígios históricos monumentais.




É conhecida pelas suas pequenas casas de paredes brancas com listas azuis, amarelas ou vermelhas, telhados em telha mourisca, canteiros e janelas floridas, ruelas e escadarias de belos empedrados, igrejas e vestígios do passado, dentro de uma extensa muralha bem preservada, situada no cimo de uma encosta.




O nome Óbidos deriva do termo latino oppidum, significando «cidadela», «cidade fortificada».



Pela sua excelente localização junto ao mar e com os braços da Lagoa chegaram ao morro, estas terras desde sempre foram habitadas, o que se confirma pela estação do Paleolítico Inferior do Outeiro da Assenta. Aqui se formou um castro Celtibero, voltado a poente. Sabe-se que aqui comerciaram os fenícios, e hoje com mais propriedade que os Romanos aqui se estabeleceram, sendo provável que a torre sul do Facho, tenha tido a sua origem numa torre de atalaia de construção romana, como posto avançada da cidade de Eburobrittium, grande urbe urbana encontrada.




Após conquistada por D Afonso Henriques em 1147, a estrutura foi recuperada e o burgo reabilitado e povoado. Em 1210, foi entregue por D. Afonso II às rainhas de Portugal, passando a ser o local de refúgio e de férias das soberanas nacionais e dos casais régios ao longo da Idade Média e da Idade Moderna. A partir daí, Óbidos floresce e vai sendo sucessivamente enriquecida por obras de arte, devendo-se principalmente às rainhas D. Leonor e D. Catarina. O terramoto de 1755 fez sentir-se com intensidade na Vila, derrubando partes da muralha, alguns templos e edifícios, alterando na construção, alguns aspectos do traçado e do casco árabe e medieval. 




A entrada principal do recinto amuralhado da Vila ( Porta da Vila ), é encimada pela inscrição - «A Virgem Nossa Senhora foi concebida sem pecado original» - mandada colocar pelo Rei D. João IV, em agradecimento pela protecção da Padroeira aquando da Restauração da Independência em 1640.




No seu interior encontra-se a capela-oratório de Nossa Senhora da Piedade, Padroeira da Vila, com varandim barroco e azulejos azuis e brancos com motivos alegóricos à Paixão de Cristo, representando a Agonia de Jesus no Horto e a Prisão de Jesus.


Foto: www.panoramio.com_Braselina

O desenvolvimento da malha urbana da vila para sul, deu origem à abertura da chamada rua nova. Actualmente, esta artéria de circulação é designada por rua direita, sendo esta a principal artéria da Vila, é conhecida com esta designação desde o séc. XIV, ligando a porta da Vila ao Paço dos Alcaides. Nos séc. XVI e XVII, as importantes transformações que sofreu esconderam os antigos portais góticos.



Aqui sucedem-se as lojas vendendo recordações da região, desde as rendas e bordados aos licores, não esquecendo a famosa ginjinha de Óbidos, que é ainda mais saborosa quando é bebida num copo de chocolate. Igrejas, bonitas fachadas, janelas manuelinas e vestígios históricos, são uma constante.




Percorrendo as muralhas, e os torreões nelas integrados, podemos admirar toda a paisagem envolvente. De um lado avista-se a magnífica e rica Várzea da Rainha e do outro o vale do Rio Arnóia que corre junto do sopé da colina.




A visitar:
Igreja de Santa Maria (Matriz)
Igreja matriz, localizada na praça do mesmo nome, é o principal templo de Óbidos. Embora a tradição faça remontar a sua fundação ao período visigótico, transformada em mesquita no período muçulmano e novamente sagrada por D. Afonso Henriques logo após a conquista da Vila em 1148, o facto de se encontrar fora da primitiva cerca muralhada parece contrariar esta hipótese. Não se conhecendo a data exacta da fundação, é um facto que o priorado da nova igreja foi entregue a S. Teotónio, companheiro de D. Afonso Henriques, grande figura da Igreja e prior do poderoso Mosteiro de Santa Cruz de Coimbra, que teve o padroado da Igreja de Santa Maria até D. João III o ter doado a sua mulher, a Rainha D. Catarina de Áustria. Foi também sede de uma colegiada (comunidade formada por prior e oito beneficiados), suprimida pela legislação liberal em meados do século XIX.

Foto:www.panoramio_JohnM


Atingida certamente pelo terramoto de 1535, cerca de 1570 ameaçava ruína, pelo que é imediatamente pensada a sua completa reconstrução. Assim, no dia 15 de Agosto de 1571, dia da Assunção de Nossa Senhora, foi lançada a primeira pedra da nova igreja, com procissão e grande aparato religioso, prosseguindo as obras sob a protecção da Rainha D. Catarina e do Prior D. Rodrigo Sanches, clérigo espanhol, esmoler-mor da Rainha e figura de grande prestígio na corte de Carlos V. Desta campanha resulta a sua configuração actual, com provável risco do arquitecto régio António Rodrigues (Pedro Flor, 2002). Cerca de um século depois, sofre novas obras de beneficiação, por iniciativa do Prior Doutor Francisco de Azevedo Caminha, que redecora a igreja através de um programa artístico de gosto barroco - tecto, azulejos e telas das naves.


Foto:Olhares.com_Rosario Garcia


Chafariz da Vila ou Chafariz de D. Catarina
Este Chafariz maneirista de espaldar, construído no século XVI, possui dias bicas e, antigamente, era alimentado pelo Aqueduto da Usseira. Trata-se de um Chafariz que é composto por um tanque rectangular, com um espaldar, encontrando-se, sobre as bicas, duas lages rectangulares. Sobressai, igualmente, um arco de volta perfeita que contém as armas da rainha D. Catarina de Áustria, esposa de D. João III.

Foto: www.santamaria-obidos.com


Pelourinho da Vila
 Pelourinho de Óbidos é o “padrão” que simboliza os poderes e autonomia do município. Outrora em frente dos Paços do Concelho manuelinos, foi deslocado para a Rua Direita e centrado com o chafariz da Praça de Santa Maria, aquando das profundas transformações urbanísticas mandadas executar pela rainha D. Catarina de Áustria, mulher do rei D. João III. Construído em granito apresenta em uma das faces o escudo com as armas reais. Na outra o camaroeiro que a rainha D. Leonor doou à vila, em memória de quando os pescadores lhe trouxeram numa rede o filho morto num acidente de caça.

Castelo
Não se conhece com exactidão a data da construção do Castelo de Óbitos, mas se crê que é de origem romano e que foi erguido sobre os restos de um antigo castro. Sofreu numerosas reconstruções no decorrer da sua história, durante o domínio árabe e mais tarde ao ser reconquistado pelos cristãos no ano de 1148. Durante o reinado de D. Manuel I foi construído um paço dentro do castelo, este que sofreu fortes danos com o terramoto de 1755, sendo no século XX reconvertido em pousada, considerada a primeira do Estado abriga um edifício histórico. Todo o conjunto é classificado como Monumento Nacional.



Igreja de São Tiago
Mandada construir por D. Sancho I, em 1186, possuía originalmente três naves com a entrada principal virada a poente, comunicando assim directamente com o interior do castelo. Era a igreja de uso da Família Real aquando das suas estadas em Óbidos, sendo enriquecida ao longo dos séculos com numerosas obras de arte, de que se destacava a Galeria da Rainha, obra de talha gótica. A igreja foi totalmente destruída pelo terramoto de 1755 e reconstruída em 1772, com a fachada alinhada com a Rua Direita e cabeceira voltada a norte.

Igreja de São Pedro
Situa-se no Largo de São Pedro, de fundação Medieval, da sua construção inicial conserva apenas os vestígios do antigo portal gótico na fachada. Foi reformada na segunda metade do século XVI, como outras igrejas da Vila, de que subsistem o portal principal classicizante, a capela baptismal à entrada do lado do Evangelho, coberta por uma pequena cúpula reticulada assente sobre trompas concheadas, e a escada helicoidal da torre sineira. Muito afectada pelo terramoto de 1755, destaca-se no seu interior, de nave única, o magnífico retábulo barroco de talha dourada do período joanino. A antiga pintura da tribuna do retábulo - S. Pedro a receber de Cristo as chaves do Céu - de finais do século XVII ou princípios do XVIII (Sérgio Gorjão, 2000), encontra-se actualmente na parede do lado da Epístola. Nesta igreja foi sepultada a pintora Josefa de Óbidos (1630-1684) e o Padre Francisco Rafael da Silveira Malhão (1794-1860), este com lápide evocativa na capela-mor.

Sinagoga
Situada na antiga judiaria terá sido o templo de oração hebraica, datando, possivelmente do séc. XIV ou XV. Junto à sinagoga fica a igreja e cruzeiro da Misericórdia. A igreja de arquitectura maneirista e Barroca foi edificada na segunda metade do séc. XVI. Possui um importante recheio artístico destacando-se o portal e o púlpito (ambos de 1596).

Foto: www.santamaria-obidos.com


Cruzeiro da Misericordia
Este cruzeiro localiza-se no Largo da Misericórdia e está assente num patim com um degrau, apresentando uma base de forma quadrangular. Na face norte, encontra-se a inscrição 1690, que se refere à data da sua construção. A cruz é formada por duas vergas em cantaria entrecruzadas, formando uma cruz latina simples.

Foto: www.santamaria-obidos.com


Igreja da Misericórdia
A Igreja da Misericórdia, antiga Capela do Espírito Santo, foi mandada construir pela Rainha D. Leonor, quem fundou a Santa Casa da Misericórdia de Óbidos no século XV. Situa-se no Largo da Misericórdia e sua arquitectura combina os estilos maneiristas e barroco. No exterior da igreja destaca-se o portal rematado por um nicho com a imagem da Virgem com o menino, realizada em cerâmica vidrada e pintada. Seu interior é de uma só nave revestida de azulejos do século XVII azuis e amarelos, nele se destacam um retábulo, obra de Manuel das Neves situado na capela-mor com duas grandes pinturas de André Reinoso que representam a Visitação da Virgem a Santa Isabel e o Pentecostes.

Foto: www.santamaria-obidos.com


Museu Paroquial - Igreja de São João Baptista
A sua origem remonta a 1309 quando a Rainha Santa Isabel constrói neste lugar, outrora afastado da Vila, uma gafaria ou leprosaria com uma capela dedicada a São Vicente. Contudo, a configuração que ainda hoje apresenta resulta em grande parte das obras sofridas ao longo do século XVI, após a integração dos seus bens na Santa Casa da Misericórdia de Óbidos. O terramoto de 1755 terá afectado o templo, correspondendo a esse período a torre sineira e o actual retábulo da capela-mor, de talha rococó com uma tela representando São João Baptista.


 foto:Wikipedia_Paulo Juntas


Museu Municipal de Óbidos
O Museu Municipal de Óbidos situa-se na Praça de Santa Maria e está instalado no antigo edifício de Paços do Concelho. No museu se expõe numerosos restos arqueológicos e bem naturais e culturais recolhidos em toda a área do Concelho de Óbidos. A colecção testemunha a acção das colegiadas religiosas e o enriquecimento cultural marcado por encomendas a alguns dos maiores nomes da Arte Portuguesa. Destaca-se a colecção de pintura dos séculos XVI e XVII, onde constam obras de André Reinoso e Josefa d’Óbidos.



Nos arredores: podem visitar-se muitos lugares, capelas, igrejas e solares antigos, como o convento de S. Miguel das Gaeiras, ou o Santuário do Senhor Jesus da Pedra. Encontra-se situado na estrada que vai em direcção a Caldas da Rainha, fora das portas da cidade. Foi erguido no século XVIII e é um templo estilo barroco de planta hexagonal e interior de três naves, que se encontra coroado por uma pirâmide de telha vidrada. No interior destacam no seu altar-mor a imagem de pedra de Cristo Crucificado, obra de grande devoção.




A Lagoa de Óbidos é uma maravilha natural, onde se praticam quase todos os desportos aquáticos. É uma zona de praias de mar e lagoa das quais se destaca a do Rei Cortiço e de toda a falésia que se estende para sul. Ao nível turístico, a Lagoa oferece inúmeros atractivos naturais, quer à beira mar como no interior com a floresta de pinheiros.



Alojamento possível:

Pousada de Óbidos
Inserida no interior das muralhas, que remontam ao século XII, foi a primeira Pousada de Portugal a surgir num edifício histórico e é uma das mais belas jóias da arquitectura portuguesa. Proporciona aos visitantes, uma experiência única de viver a História e a beleza natural de Portugal.


Hotel Real de Óbidos


Foto: www.booked.net


Estalagem do Convento
Albergaria Josefa d' Óbidos


Foto: www.booking.com


Casa do Fontanário
■ Casa S.Thiago do Castelo

Foto: www.trelearth.com_Copyright: Kik Ko

Albergaria Rainha Santa Isabel

Apartamentos:

http://www.classificados.pt/
http://www.villanao.pt/
http://www.homelidays.com/
http://pt.anuncioo.com/
http://www.gabinohome.com/


Gastronomia
Podemos salientar como pratos típicos - caldeirada de peixe da Lagoa de Óbidos, enguias fritas e de ensopado; doces - trouxas de ovos e lampreias das Gaeiras, alcaides, pegadas e pasteis de Moura; fruta - maças e laranjas. A pêra rocha como a mais qualificada fruta da Região Oeste atinge grande expressão na Região alta da Usseira, simultaneamente o maior centro de frio do País; vinhos e licores - graças ao seu reconhecido microclima, a região demarcada de Óbidos produz óptimos vinhos, dos quais se destacam os conhecidos vinhos de Gaeiras, assim como a ginja, cujo o licor se celebrizou como a bebida mais típica e tradicional de Óbidos


Alguns Restaurantes:

■ Restaurante da Pousada do Castelo
■ Restaurante Josefa d`Óbidos
■ Restaurante. O Caldeirão
■ Cervejaria Alcaide
■ Restaurante Porta da Vila
■ Restaurante Josefa d`Óbidos


Artesanato:
O artesanato está bem conservado, havendo ainda bastantes artesãos que ajudam a manter a tradição.
Olaria, cerâmica, verguinha em cerâmica, trabalhos em vime, miniaturas de moinhos de vento, latoaria pintada, trabalhos em teares manuais e bordados de Óbidos.

Os Bordados de Óbidos são uma arte com meio século de existência
Arabescos, pássaros, o castelo e a palavra Óbidos, bordados em tons de azul, rosa, salmão, verde, amarelo e castanho compõem os bordados de Óbidos. Criados em meados do século passado por uma obidense, nestes bordados são empregues os pontos pé de galo para o preenchimento e o ponto pé de flor para os contornos, sobre o linho branco, meio linho ou estopa. É com franja executada no tear manual ou ainda com bainha presa com os mesmos pontos que se empregam no trabalho que se terminam os bordados.


Oficina do Barro
A Oficina das Artes, também conhecida como Oficina de Barro, funciona há quase 17 anos e dá especial destaque à verguinha, um artesanato de origem italiana que se foi perdendo no tempo, até que Bordalo Pinheiro, numa das suas viagens o trouxe de volta a Portugal. Tradição da Vila de Óbidos, era uma arte em vias de extinção, mas as aulas com os formadores obidenses, José Correia e Melânia Correia (na altura era a única que desenvolvia este género de trabalho) permitiram que alguns alunos continuassem essa herança.


 
Eventos:
Óbidos é bastante conhecida pelas iniciativas que chamam à vila milhares de visitantes ao longo de todo o ano. Como Óbidos Natal, Maio Barroco, Mercado Mediaval, entre outros, sendo o mais famoso evento o Festival de Chocolate de Óbidos.


O seu labirinto de antigas ruas e vielas, conjuntamente com o Castelo, Monumentos, e a simpatia das suas gentes, tornam a Vila de Óbidos única e invulgar.




Óbidos, vila medieval, um autêntico museu, faz lembrar uma vila encantada, nunca me canso de percorrer as suas ruas a pé ou de charrete.




Vale a pena visitar!


Fontes e Fotos: http://pt.wikipedia.org/; http://www.obidos.pt/; http://www.oesteonline.pt/; http://www.santamaria-obidos.com/; http://olhares.aeiou.pt/; http://www.portugal-info.net/; Fotos Pessoais; outros net

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

12 Centro Histórico do Porto - Património da Humanidade

O nosso país tem belíssimos monumentos, cidades maravilhosas e paisagens sublimes que merecem ser visitadas e admiradas, mas como nem sempre é possível viajar, pelo menos podemos apreciar em fotografia, alguns desses locais espectaculares e que foram considerados pela "Unesco" como “Património da Humanidade”.

Património português classificado pela UNESCO como Património da Humanidade:

Hoje vou apresentar: o Centro histórico do Porto, classificado como “Património da Humanidade” em 1996.

Foto: http://www.1zoom.net

O Centro Histórico situa-se entre as colinas da Sé e a da Vitória, e os vales do Rio da Vila e o das Virtudes. Corresponde ao tecido urbano marcado pelas origens medievais da cidade e caracteriza-se por um grande conjunto de ruas típicas às quais se juntam edifícios do Renascimento e do Barroco e mais recentemente a construção de praças.

Foto: wikipedia_www.1zoom.net

A envolver a área classificada foi ainda definida uma área de protecção que inclui:
A Avenida dos Aliados, em que muitos dos seus edifícios são em granito e coroados de lanternins, cúpulas e coruchéus e quarteirões envolventes até às Praças da Trindade, de D. João I, D. Filipa de Lencastre, Gomes Teixeira e Carlos Alberto, o Jardim do Carregal , construido em 1897, pelo jardineiro paisagista Jerónimo Monteiro da Costa.

Foto: wikipedia_Manuel de Sousa

O Hospital de Santo António; a zona da Alfândega Nova e o vale das Virtudes; as encostas das Fontainhas e dos Guindais; uma faixa a nascente da antiga linha da muralha medieval nas imediações da Praça da Batalha...


Foto: wikipedia_Manuel de Sousa

e toda a zona ribeirinha de Vila Nova de Gaia, onde se encontram as caves de Vinho do Porto.


* Foto: Net

De entre os monumentos integrados na área classificada como Património Cultural da Humanidade, encontram-se:

A Igreja dos Clérigos é um edifício barroco projectado pelo arquitecto Nasoni. A história da Igreja dos Clérigos, remonta à Irmandade dos Clérigos, que se havia instituído no Porto. A Irmandade resultou da fusão de três instituições de beneficência criadas na cidade durante o século XVII, com a finalidade de socorrer clérigos em dificuldades. Eram elas a Confraria dos Clérigos Pobres de Nossa Senhora da Misericórdia, fundada em 1630; a Irmandade de S. Filipe de Nery, fundada em 1665; e por último, a Confraria dos Clérigos de S. Pedro. A primeira pedra da igreja é lançada no dia 23 de Junho de 1732, justamente na presença do arquitecto Nicolau Nasoni, tocando todos os sinos dos diferentes templos da cidade ao mesmo tempo para comemorar esse facto. A 28 de Julho de 1748, mesmo sem que o edifício estivesse totalmente terminado, a igreja seria aberta ao culto. Só dois anos depois é que a fachada principal estaria pronta. A escadaria que antecede a igreja foi principiada em 1750 e as suas obras demorariam cerca de 4 anos.

Foto: wikipedia_Lacobrigo

A Torre Clérigos um dos ex libris da cidade, faz parte da igreja com o mesmo nome, construída entre 1754 e 1763, a partir de um projecto de Nicolau Nasoni. Foi mandada erigir por D. Jerónimo de Távora Noronha Leme e Sernache, a pedido da Irmandade dos Clérigos Pobres. Foi iniciada em 1754, tendo em conta o aproveito do terreno que sobrara para a instalação da enfermaria dos Clérigos. A torre é decorada segundo o gosto barroco, com esculturas de santos, fogaréus, cornijas bem acentuadas e balaustradas. Tem seis andares e 75 metros de altura, que se sobem por uma escada em espiral com 225 degraus.

Foto: Wikipedia_João Miranda

Muralhas Fernandinas é o nome pela qual ficou conhecida a cintura medieval de muralhas do Porto, da qual somente pequenas partes sobreviveram até aos nossos dias. Em meados desse século, ainda no tempo de D. Afonso IV, começou a ser construída uma nova cintura de muralhas que ficou praticamente concluída por volta de 1370.

Foto: wikipedia_Manuel de Sousa

O facto da obra só ter sido concluída no reinado de D. Fernando, explica o facto dela ser correntemente designada por "Muralha Fernandina". Passada a sua importância militar, as muralhas começaram a ser progressivamente demolidas a partir da segunda metade do século XVIII para dar lugar a novos arruamentos, praças e edifícios. A maioria da muralha foi demolida já em finais do século XIX.


* Foto: Net
A Igreja da Misericórdia do Porto A igreja foi edificada na segunda metade do século XVI, mas sofreu grandes alterações em meados do século XVIII. A frontaria foi então reconstruída segundo desenho de Nicolau Nasoni. Profusamente decorada, denota já a influência do rocócó. No interior, salienta-se a capela-mor, ainda do primitivo edifício quinhentista. Pode também apreciar-se, na sacristia, o revestimento a azulejo do século XVII.

Foto: wikipedia_Manuel de Sousa

 A Igreja de Santa Clara é um templo católico localizado na freguesia da Sé. No seu interior encontra um dos melhores exemplares da arte da talha dourada do Barroco Joanino. A construção da Igreja e Convento feminino de Santa Clara data da primeira metade do século XV. Na época moderna sofreu alterações, sendo construído o portal renascentista. Já no século XVIII, a fachada foi novamente alterada. O seu interior foi revestido a talha dourada na mesma época, e é considerado um dos melhores trabalhos dos entalhadores da escola portuense.

* Foto: Net
Catedral (Sé) da cidade do Porto, situada no coração do centro histórico, é um dos seus principais e mais antigos monumentos. Construída no séc. XII, em estilo românico, foi sofrendo alterações ao longo do tempo, especialmente no período gótico e no séc. XVIII. As maiores obras de transformação, foram efectuadas no período de 1717 a 1736. O seu interior está inteiramente forrado a talha dourada, uma dádiva da época barroca, responsável também pelo coroamento das torres, uma das característica mais conhecidas deste edifício.

Foto: wikipedia_Manuel de Sousa

O Palácio da Bolsa, ou Palácio da Associação Comercial do Porto, iniciou-se em 1842, em virtude do encerramento da Casa da Bolsa do Comércio, o que obrigou temporariamente os comerciantes portuenses a discutirem os seus negócios na Rua dos Ingleses, em pleno ar livre. O seu projecto é da autoria do arquitecto Joaquim da Costa Lima. Com uma mistura de estilos arquitectónicos o edifício apresenta em todo o seu esplendor, traços do neoclássico oitocentista, arquitectura toscana, assim como o neopaladiano inglês.

Foto: wikipedia_Zelwy 

O Monumento a D. Pedro IV situa-se na Praça da Liberdade, É uma estátua equestre da autoria do escultor Célestin Anatole Calmels. A primeira pedra foi posta em 9 de Julho de 1862. Foi inaugurado em 19 de Outubro de 1866. Tem 10 metros de altura e cinco toneladas de bronze. A estátua de bronze apresenta D. Pedro IV vestido com a farda de caçadores 5 e sobre ela uma placa (espécie de sobrecasaca) que era o seu traje habitual; na mão direita segura a Carta Constitucional de 1826 e na esquerda as rédeas do cavalo.

Foto: wikipedia_JoseOlgon

Estação de São Bento é um edifício construído no início do século XX, no local onde existia o Convento de São Bento de Avé-Maria, edificado no período manuelino. O projecto da estação é da autoria do arquitecto Marques da Silva. O amplo vestíbulo da gare foi totalmente revestido com excelentes painéis de azulejo do pintor Jorge Colaço, colocados em 1916. Ilustram a história dos transportes, aspectos etnográficos e acontecimentos célebres da história portuguesa.

Foto: wikipedia_JoseOlgon

A Praça da Ribeira é um largo histórico, localizado numa das zonas mais antigas e típicas da cidade do Porto. Considerada uma das mais antigas praças da cidade, a Praça e o Cais da Ribeira já eram mencionados em cartas régias de 1389. A Praça tem origem num antigo mercado medieval. Foi transformada no século XVIII, por iniciativa de João de Almada e Melo e com o apoio do cônsul inglês John Whitehead. Em 1821, foi demolido o pano da muralha fernandina que limitava a praça a Sul. Na década de 1980 foram feitas intervenções arqueológicas no local pondo a descoberto, no centro da praça, um chafariz do século XVII. A 24 de Junho de 2000 foi inaugurada, no nicho da Fonte da Praça da Ribeira, uma estátua de São João Baptista, da autoria do escultor João Cutileiro. A Praça da Ribeira é um lugar de visita indispensável a quem passa pela cidade, dispondo de muitos espaços de animação nocturna.

Foto: www.bestguide.pt

A Ponte Luís I é uma ponte construída com estrutura metálica, entre os anos 1880 e 1887, ligando as cidades do Porto e Vila Nova de Gaia (margem norte e sul respectivamente) separadas pelo rio Douro, em Portugal. Esta construção veio substituir a antiga ponte pênsil que existia no mesmo local, e, foi realizada mediante o projecto do Engenheiro belga Teófilo Seyrig, também autor da Ponte Dona Maria. A ponte foi inaugurada em 1887.

Foto: wikipedia_Małgorzata Kaczor

O Chafariz da Rua escura, foi construído no século XVII na Rua Escura, foi transferido em 1940 para o local onde actualmente se encontra. É composto por um tanque e um pano de fundo em que sobressai um pelicano ladeado por duas figuras femininas. O conjunto é encimado pelas armas reais portuguesas.

Foto: wikipedia_Marcia Breia

O Teatro Nacional São João localiza-se na Praça da Batalha, no centro histórico. O edifício primitivo foi construído no fim do século XVIII, por iniciativa de Francisco de Almada e Mendonça e segundo risco do arquitecto italiano Vicente Mazoneschi. Ardeu em 1908, sendo reconstruído três anos mais tarde. O novo teatro foi projectado pelo arquitecto Marques da Silva, introduzindo alguns aspectos inovadores na arquitectura portuense. Pela primeira vez, foi usado o cimento na sua cor natural, no revestimento exterior.

Foto: wikipedia_Carlos Luis M C da Cruz


Fontes e Fotos : http://pt.wikipedia.org/; http://www.igespar.pt/; http://www.portoturismo.pt/;http://olhares.aeiou.pt/; www.bestguide.pt ; Várias net

* Fotos: Net
As fotografias sem indicação dos autores é porque não os consegui identificar. Se forem suas, por favor queiram contactar-me que colocarei imediatamente o seu nome, ou retiro-as se for esse o seu desejo. Não é de maneira nenhuma minha intenção quebrar direitos de autor.


O Centro Histórico do Porto encerra uma riqueza monumental e paisagística incrível.

Foto: wikipedia_Alegna13

"Sem a cultura, e a liberdade relativa que ela pressupõe, a sociedade, por mais perfeita que seja, não passa de uma selva. É por isso que toda a criação autêntica é um dom para o futuro." (Albert Camus)
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