quarta-feira, 10 de novembro de 2010

7 A cidade subterrânea de Derinkuyu (Turquia)


Foto: http://www.lugaresesquecidos.com.br


Em 1963, um habitante de Derinkuyu (na região da Capadocia, Anatolia central, Turquía), ao derrubar uma parede da sua casa, descobriu assombrado que por detrás da mesma se encontrava uma misteriosa habitação que nunca havia visto; esta habitação levou-o a outra e esta a outra e a outra…


Foto: http://www.lugaresesquecidos.com.br


Por casualidade havia descoberto a cidade subterrânea de Derinkuyu, cujo primeiro nivel foi escavado pelos hititas cerca de 1400 a.C.


Foto: http://www.taringa.net/


Os arqueólogos começaram a estudar esta fascinante cidade subterrânea abandonada. Conseguiram chegar aos quarenta metros de profundidade, acreditando-se contudo que chegue aos 85 metros.


Actualmente já se descobriram 20 niveis subterrâneos. Só podem ser visitados os oito níveis superiores; os restantes estão parcialmente obstruidos ou reservados aos arqueólogos e antropólogos que estudam Derinkuyu.




A cidade foi utilizada como refúgio por milhares de pessoas que viviam no subsolo para se proteger das frequentes invasões que sofreu a Capadocia, nas diversas épocas da sua ocupação, e também pelos primeiros cristãos.


Os inimigos, conscientes do perigo que corriam ao introduzir-se no interior da cidade, geralmente tentavam que a população viesse à superfície envenenando os poços.


Foto: http://www.topdreamer.com


O interior é assombroso: as galerias subterrâneas de Derinkuyu (onde há espaço para, pelo menos, 10.000 pessoas) podiam refugiar-se em três pontos estratégicos deslocando portas circulares de pedra.


Foto: http://www.taringa.net/


Estas pesadas rochas que encerravam as entradas impediam a invasão dos inimigos. Tinham de 1 a 1,5 metros de altura, uns 50 centímetros de espessura e um peso de até 500 Kilos.


Nesta imagem podemos ver como a porta circular de pedra fechava a entrada, isolando os habitantes no subsolo.


Foto: wikipedia_Boninho


Derinkuyu tem ainda um túnel de quase 8 kilómetros que conduz a outra cidade subterrânea de Kaymakl.


Foto: Wikipedia_Bjørn Christian Tørrissen

De cidades subterrâneas desta zona já falava o historiador grego Jenofonte. Na sua obra Anábasis explicava que as pessoas que viviam na Anatolia haviam escavado as suas casas no sub-solo e viviam em alojamentos suficientemente grandes para albergar uma família, os seus animais domésticos e armazenar os alimentos.




Nos níveis recuperados, encontraram-se estábulos, comedouros, uma igreja (de planta cruciforme de 20 por 9 metros, com um tecto de mais de 3 metros de altura), cozinhas (todavia já enegrecidas pelo fumo das fogueiras que acendiam para cozinhar), prensas para o vinho e para o azeite, tabernas, cantinas, uma escola, numerosas habitações e até um bar.


Foto: Foto: http://www.lugaresesquecidos.com.br


A cidade beneficiava da existência de um rio subterrâneo; tinha poços de água e um magnífico sistema de ventilação. (Encontraram 52 poços de ventilação que assombraram os engenheiros da actualidade).


Foto: wikipedia_ Boninho



A cidade subterrânea de Derinkuyu (poço profundo) é uma das várias cidades subterrâneas localizadas na Turquia.
Façamos uma visita virtual, a esta cidade




Fontes e Fotos: email recebido, wikipedia, http://www.taringa.net/; http://www.lugaresesquecidos.com.br; http://www.wickedgoodtraveltips.com; outros Net

* Fotos: Net
As fotografias sem indicação dos autores é porque não os consegui identificar. Se forem suas, por favor queiram contactar-me que colocarei imediatamente o seu nome, ou retiro-as se for esse o seu desejo. Não é de maneira nenhuma minha intenção quebrar direitos de autor.

Photographs without the authors’ names are because I could not identify them. If they are yours, please contact me and I will put immediately your name, or remove them, if that is your wish. It is not my intention to break authors rights.



quarta-feira, 3 de novembro de 2010

7 Paisagem Cultural de Sintra - Património da Humanidade




O nosso país tem belíssimos monumentos, cidades maravilhosas e paisagens sublimes que merecem ser visitadas e admiradas, mas como nem sempre é possível viajar, pelo menos podemos apreciar em fotografia, alguns desses locais espectaculares e que foram considerados pela "Unesco" como “Património da Humanidade”.

Património português classificado pela UNESCO como Património da Humanidade:

Hoje vou apresentar: Sintra, que foi classificada Património Mundial, no âmbito da categoria “Paisagem Cultural”, no dia 6 de Dezembro de 1995

Foto: Pessoal

Lindíssima vila no sopé da Serra do mesmo nome, as suas características únicas fizeram com que a UNESCO ao classificá-la como património mundial fosse obrigada a criar uma categoria específica para o efeito – a de “paisagem cultural” – que desta forma considera tanto a riqueza natural como o património construído na vila e na serra.


 Foto: Pessoal


Sintra, cuja mais antiga forma medieval conhecida "Suntria" apontará para o indo-europeu “astro luminoso” ou “sol”, terá sido designada por Varrão e Columela como Monte Sagrado. Ptolomeu registou-a como a "Serra da Lua" e o geógrafo árabe Al-Bacr, no século X, caracterizou Sintra como «permanentemente mergulhada numa bruma que se não dissipa».


Foto: Pessoal

Desde tempos remotos, que a atmosfera poética e romântica de Sintra atrai numerosos artistas humanistas. O seu prestígio ficou registado nas quintas de recreio em redor da Vila e nos ideais românticos que se traduzem na remodelação ou construção de quintas e palacetes.





Na segunda metade do século XIX, Sintra adquiriu um estatuto de vila burguesa essencialmente consagrada ao prazer e ao ócio, constituindo-se então vários hotéis e pensões imortalizados através da pena de afamados escritores da época. Simultaneamente, na sua periferia instala-se gente de grandes recursos económicos, trazendo novidades arquitectónicas.

Em Sintra é imprescindível visitar:

O Castelo dos Mouros
Construído durante o período de dominação árabe. Erguido sobre um maciço rochoso, isolado num dos cumes da serra de Sintra, na Estremadura, do alto das suas muralhas descortina-se uma vista privilegiada de toda a sua envolvência rural que se estende até ao oceano Atlântico.


Foto: Pessoal


Além das muralhas ameadas, torres e adarves, o conjunto é completado por diversas rampas e escadarias de acesso. Um outro elemento digno de nota é a porta árabe em arco em ferradura.


Foto: Wikipedia_Carlos Luis M C da Cruz


No interior do castelo, próximo ao Portão de Armas, ergue-se uma igreja devotada a São Pedro, a Igreja de São Pedro de Canaferrim. Remonta ao século XII, erguida após a conquista do castelo por D. Afonso Henriques, tendo se constituído na primeira igreja paroquial de Sintra. São as ruínas desta igreja que integram a listagem dos bens considerados Património Mundial/Paisagem Cultural.


Foto: wikipedia_Author Lusitana


Contígua à Igreja de São Pedro de Penaferim, destaca-se uma cisterna de grande capacidade, que remonta ao período islâmico. Com as dimensões de 18 metros de comprimento por 6 de largura e 9 de altura, em seu interior abobadado brota a nascente que abastecia o Palácio Nacional de Sintra. O seu reservatório foi reconstruído após o grande terramoto de 1755. É percebida pelo visitante através de duas grandes aberturas cónicas de ventilação.


Foto: Wikipedia_Carlos Luis M C da Cruz

Palácio Nacional da Pena
Representa uma das melhores expressões do Romantismo arquitectónico do século XIX no mundo. Em 7 de Julho de 2007 foi eleito como uma das sete maravilhas de Portugal, sendo aliás o primeiro palácio romântico da Europa.


 Foto: Pessoal

O Palácio remonta a 1839, quando o rei consorte D. Fernando II de Saxe Coburgo-Gotha (1816-1885) adquiriu as ruínas do Mosteiro Jerónimo de Nossa Senhora da Pena e iniciou a sua adaptação a palacete, segundo a sua apurada sensibilidade de romântico.


 Foto: Pessoal

Chamado a dirigir as obras, o Barão de Eschewege levou à pratica as intenções revivalistas do soberano, erguendo em torno das ruínas entretanto restauradas um magestoso «pastiche» inspirado nos palácios e castelos da Baviera. Quase todo o Palácio assenta em enormes rochedos, e a mistura de estilos que ostenta (neogótico, neomanuelino, neo-islâmico, neo-renascentista, com outras sugestões artísticas como a indiana) é verdadeiramente intencional, na medida em que a mentalidade romântica do século XIX dedicava um fascínio invulgar ao exotismo.


Foto: www.ezimut.com

O Palácio e o Parque foram idealizados e concretizados como um todo. Do Palácio, o visitante avista um manto de arvoredo que ocupa mais de 200 hectares, constituindo assim o Parque da Pena. Este parque tem percursos e passeios lindíssimos, com inúmeras construções de jardins lá existentes.


 Foto:Pessoal

Convento dos Capuchos, (Convento de Santa Cruz da Serra)
Escondido no meio da natureza, é um dos raros locais na serra onde estão preservadas espécies autóctones. Idealizado por D. João de Castro, IV Vice-Rei da Índia e proprietário dos terrenos onde o convento se encontra, foi o seu filho, Dom Álvaro de Castro que, em 1560, levou a cabo o projecto do pai, com a ajuda dos frades, da Ordem dos Frades Menores de São Francisco, cuja procura espiritual se baseava na libertação dos bens terrenos.
O convento foi construído de modo a que se confundisse com a Natureza, numa demonstração da humildade que lhe estava destinada; a entrada situa-se entre dois grandes rochedos e o edifício apresenta-se a uma escala mínima, parecendo até impossível a vida de seres humanos no seu interior.

Foto: www.trekearth.com_Copyright_Rui Miranda (JBond)

Habitado ainda com toda a certeza nos finais do séc. XVIII, o Convento de Santa Cruz dos Capuchos deve ter sido abandonado em 1834, com a extinção das ordens religiosas que o regime liberal determinou.

Palácio da Regaleira
O Palácio da Regaleira é o edifício principal e o nome mais comum da Quinta da Regaleira. Também é designado Palácio do Monteiro dos Milhões, denominação esta associada à alcunha do seu primeiro proprietário, António Augusto Carvalho Monteiro.



 Foto: Pessoal

O palácio está situado na encosta da serra e a escassa distância do Centro Histórico de Sintra estando classificado como Imóvel de Interesse Público desde 2002.

Foto: Pessoal

É um dos mais marcantes exemplos de arquitectura revivalista no país, privilegiando o neomanuelino e com influências camonianas. É célebre por em muitos dos seus elementos arquitectónicos, ter sinais de ritos e concepções maçónicas. Um dos locais mais emblemátiocs da quinta é sem sombra de dúvida o Poço Iniciático, invocando a aventura dos Cavaleiros Templários, ou os ideais dos mestres da Maçonaria. Trata-se de uma galeria subterrânea em espiral, de 27 metros, por onde se descem nove patamares até às profundezas da terra.


A Quinta da Regaleira é um lugar de mistério, com alma própria, ela encerra muitos segredos, pois está repleta de símbolos mitológicos e esotéricos, estátuas de deuses, poços iniciáticos, jardins e grutas. É uma incrível viagem no tempo. Se quiser conhecer um pouco mais sobre esta maravilhosa quinta, dê uma visitinha por:  Quinta da Regaleira - Sintra

Foto: Pessoal

Palácio e Jardins de Monserrate
Palacete romântico cujo projecto se deve ao arquitecto James Knowles Jr., 1858. construído no terceiro quartel do século XIX, por iniciativa de Francis Cook, visconde de Monserrate.

Foto: www.trekearth.com_Copyright_Aires dos Santos

Este palácio é rasgado por janelas ogivais, antecedido por um pórtico enquadrado por sólidos entablamentos, ornados de modilhões, volutas e arcadas trilobadas. No seu interior, ostenta uma decoração eclética de folhagem relevada, rendilhados finíssimos, bustos, arabescos e arquitecturas de sabor indo-persa.


Foto: Wikipedia_Koshelyev

O projecto do Palácio de Monserrate incluiu ainda a criação do rico Parque de Monserrate, em que a flora natural da serra de Sintra se uniu às plantas exóticas, aí plantadas para recriar na perfeição o ambiente romântico. A elaboração dos jardins foi entregue ao pintor William Stockdale, ao botânico William Nevill, e a James Burt, mestre jardineiro.


Palácio Nacional de Sintra
Também conhecido por Paço Real ou Palácio da Vila, fica situado no Centro histórico de Sintra e foi provavelmente construído pelos mulçumanos, mas desde o inicio que a monarquia portuguesa, fez do Palácio Nacional de Sintra a sua morada. Foram várias as mudanças efectuadas no Palácio, mas a mais marcante foi a de D. João I que o reconstruiu por inteiro e a de D. Manuel I que acrescentou a ala manuelina. As suas principais salas são: Sala dos Archeiros; Sala dos Cisnes, Quarto de Hóspedes, Sala Árabe; Sala Chinesa; Quarto de Afonso VI; Sala das Armas ou dos Brasões; Sala das Pegas e a Capela.

Na sala das Pegas encontramos várias pegas pintadas no tecto a dizerem "Por Bem" que provavelmente se referem às senhoras da corte. Na Capela Palatina podemos observar azulejos alicatados, o fantástico tecto feito em técnica de alfarge e frescos do século XV que mostram pombas. Um Ex-libris deste Paço é sem dúvida a sua Cozinha, com enormes chaminés cónicas (33 metros de altura), fornos e toda a equipagem de cozinha.


Foto: Net

A “Vila Velha”, construída numa zona de maior declive, no sopé da Serra, ” desenvolve-se entre o Palácio Nacional, antigo Paço Real, e a própria Serra. No Centro Histórico, permanecem muitos edifícios e vestígios de várias épocas e movimentos culturais. Circunscreve uma área abrangente de património diverso, desde igrejas, capelas e ermidas, bosques e fontes multiplicando-se os palacetes, casas senhoriais e chalets isolados por uma exuberante vegetação e por muros cobertos de musgo e fetos, que a sombra e o clima húmido ajudam a crescer. Esta vegetação faz parte integrante da imagem e da especificidade do Centro Histórico de Sintra.



 Foto: Pessoal


Uma agradável forma de conhecer Sintra é utilizando as típicas carruagens puxadas por cavalos, que circulam entre a Vila e a Serra. As partidas e chegadas realizam-se no largo fronteiro ao Palácio da Vila.


Sintra é um lugar de magia e mistério, com os seus palácios e casas senhoriais, magnificas igrejas e monumentos, encostas de um verde luxuriante, jardins e parques exóticos. Em Sintra respira-se serenidade, paz, e acima de tudo sente-se o romantismo .deste lugar maravilhoso, que merece sem sombra de dúvida uma visita.



Fontes e Fotos : http://www.destinosdeviagem.com/; http://www.igespar.pt/; http://pt.wikipedia.org/; http://www.cm-sintra.pt/; http://www.culturaonline.pt/; www.trekearth.com; www.Flickr.com; www.Panoramio.com; http://olhares.aeiou.pt/; outros net; pessoais

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