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09/10/2021

Mosteiro de Santa Cruz - Coimbra



Olhares das nossas últimas férias em Coimbra.

    Visitando o ....

Mosteiro de Santa Cruz





O Mosteiro começou a ser construído a partir de 1131 com o apoio de D. afonso Henriques, tendo as suas obras prolongado-se por quase um século. Foi fundado pelo Arcediago D. Telo, D. João Peculiar e S. Teotónio (primeiro Prior do Mosteiro e primeiro Santo de Portugal) e outros religiosos, que adotaram a regra dos Cónegos Regrantes de Santo Agostinho. O primitivo edifício do mosteiro e igreja de Santa Cruz foram um projeto de autoria do mestre Roberto, conceituado artista do estilo românico. A partir de 1507, o rei Manuel I de Portugal ordenou uma extensa reforma, reconstruindo e redecorando o mosteiro e a sua igreja. Hoje já pouco existe da construção românica original.




A igreja, o claustro e as capelas foram reconstruídos no séc. XVI, de acordo com um plano de Diogo de Boitaca. No século XVIII instalou-se um novo órgão, em estilo barroco, obra do espanhol Manuel Gomes Herrera (autor do instrumento musical) e Francisco Lorete (caixa em madeira entalhada).





Na capela-mor encontram-se os túmulos dos dois primeiros reis de Portugal, D. Afonso Henriques e seu filho D. Sancho I. Os túmulos estão decorados com várias estátuas e elementos gótico-renascentistas, além dos símbolos de D. Manuel I, a esfera armilar e a cruz da Ordem de Cristo.




Sacristia é um exemplar típico do estilo maneirista, construída entre 1622 a 1624 por Pedro Nunes Tinoco. Está decorada com azulejos seiscentistas e possui quadros notáveis de dois dos melhores pintores quinhentistas portugueses: Grão Vasco e Cristóvão de Figueiredo. Encontram-se guardadas, em relicários de prata, as relíquias de alguns santos, como S. Teotónio e os Mártires de Marrocos.





No Coro alto o magnifico cadeiral, é um dos raros da época manuelina ainda existentes no país e deve-se, ao entalhador flamengo Machim, que o instalou na capela-mor (1513), tendo a obra sido prosseguida por João Alemão (1518) e, mais tarde (1531), pelo escultor francês Francisco Lorete.




A sala do capítulo, manuelina, construída por Diogo Boitaca entre 1507 e 1513, possui uma capela maneirista de São Teotónio, datada de cerca de 1588 e de autoria de Tomé Velho. Nessa capela se encontram os restos do fundador do mosteiro, canonizado já no século XII.




Junto à Sala do Capítulo está o "Claustro do Silêncio", obra de Marcos Pires construída entre 1517 e 1522, tendo abundante decoração manuelina. Existem várias capelas no claustro e num dos cantos encntra-se a Fonte de Paio Guterres. Ao centro do relvado está uma linda fonte do século XVII.





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24/07/2021

Sé Velha de Coimbra




A Sé Velha de Coimbra localiza-se na freguesia da Almedina, na cidade e concelho de Coimbra. Constitui um dos edifícios em estilo românico mais importantes do país. A sua construção começou depois da Batalha de Ourique (1139), quando Afonso Henriques se declarou rei de Portugal e escolheu Coimbra como capital do reino.




Vista do exterior, a Sé Velha lembra um pequeno castelo, com muros altos coroados de ameias e com poucas e estreitas janelas. A aparência de fortaleza é comum às catedrais da época e explica-se pelo clima bélico da Reconquista. O portal é escavado em arco de volta perfeita, composto por sete arquivoltas, assentes em colunas de fustes ornados por elementos geométricos ou fitomórficos, com capitéis decorados por colchetes ou animais afrontados.





O interior é de três naves e cinco tramos (Porção de abóbada compreendida entre dois suportes (pilares, colunas, etc.)), com o transepto (Nave transversal ) pouco desenvolvido.




O retábulo-mor, foi construído entre 1498 e 1502 pelos entalhadores flamengos Olivier de Gand e Jean d'Ypres em estilo gótico flamejante. O motivo central é a Assunção da Virgem Maria. É um intrincado painel com figuras esculpidas que ilustram a história da Virgem e de Jesus. Ocupa quase todo o espaço da capela-mor românica e é o melhor retábulo deste tipo em Portugal. O altar gótico está apoiado sobre uma mesa de altar românica, contendo inscrições.





Da época gótica (séculos XIII-XIV) subsistem vários túmulos com estátuas jazentes ao longo das naves laterais. Da autoria de Mestre Pero, o túmulo de D. Vataça Láscaris (aia da rainha Santa Isabel) tem o emblema do Império Bizantino: a águia de duas cabeças. Também aqui se encontra o monumento tumular erigido nos finais do século XV em memória de D. Sesnando Davides, cônsul e governador de Coimbra no século XI.




O absidíolo Norte (capela de São Pedro), contém um altar renascentista de autoria de Nicolau de Chanterenne. O absidíolo Sul (Capela do Santíssimo Sacramento) foi totalmente reconstruído em estilo renascentista e tem um magnífico retábulo de pedra com Jesus e os apóstolos, do escultor João de Ruão.




Pia batismal gótico-renascentista (cerca de 1520-40), obra do português Diogo Pires o-Moço



Conchas Tridácmas, originárias do Oceano Índico (Indonésia).




Escultura barroca de Nossa Senhora do rosário do séc. XVIII.




O claustro, construído durante o reinado de Afonso II situa-se na transição para o gótico, encontrando-se no lado sul do templo. É quadrangular e de piso único. Cada face do claustro possui cinco arcos quebrados, envolvendo cada qual um par de arcos geminados de volta perfeita, rasgando-se em cada bandeira uma pequena rosácea decorada com traceria muito simples.







Na fachada Norte, a Porta Especiosa, é uma obra do arquiteto João de Ruão e do escultor Nicolau de Chanterenne, inspirada no renascimento italiano.





Texto explicativo: Wikipedia; www.monumentos.gov.pt; www.patrimoniocultural.gov.pt
Fotos: Pessoais

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16/05/2021

Visitando a Sé Nova de Coimbra





Sé Nova de Coimbra


Instalada na antiga igreja do colégio de jesuitas das Onze Mil Virgens, o templo começou a ser construído em 1598, com projeto do arquiteto oficial dos jesuítas de Portugal, Baltazar Álvares. As obras desenvolveram-se com lentidão e a igreja apenas foi inaugurada em 1698. A fachada da igreja possui quatro estátuas de santos jesuítas. A parte superior da fachada, terminada só no século XVIII, tem decoração barroca. O interior tem uma só nave abobadada com capelas laterais e transepto (parte de um edifício que atravessa perpendicularmente o seu corpo principal perto do coro e dá ao edifício a sua planta em cruz) com cúpula e lanternim. O transepto e a capela-mor estão decorados com enormes e magníficos retábulos de talha dourada, construídos em finais do século XVII e princípios do século XVIII.













Texto explicativo: Wikipedia
Fotos: Pessoais

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04/04/2021

JANELAS das Férias em Coimbra




Dos meus passeios de férias pela cidade de Coimbra, ficam hoje os meus "olhares" sobre as suas ...

Janelas











Fotos: Pessoais

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22/09/2020

Coimbra - A cidade dos estudantes




Em Agosto fomos visitar Coimbra. É uma cidade encantadora, capital de Distrito é a maior cidade da região Centro de Portugal. Situada ao longo do Rio Mondego é uma cidade intemporal que inspirou desde sempre poetas e escritores.





Ficamos instalados no "Sapientia Boutique Hotel". Situado a poucos metros da Universidade de Coimbra, tem um pátio interior muito agradável e a vista do seu terraço panorâmico é absolutamente incrível. O nosso apartamento era amplo, moderno e lindo. O atendimento e a comida excelentes.




Com uma vida sempre animada pelos estudantes, Coimbra tem um rico e vasto património histórico e paisagístico para oferecer a quem a visita. Desde 2013 que a Universidade de Coimbra, Alta e Sofia estão considerados como Património Mundial da UNESCO.




A "Alta de Coimbra", é a parte mais antiga ficando no topo da colina da Alta.





De ruas estreitas e íngremes, era onde vivia a nobreza, o clero e, mais tarde, os estudantes. É a parte onde se situam alguns dos seus edifícios mais emblemáticos e históricos, sendo a colina dominada pela faculdade.




Tanto a parte "Alta" da cidade, como a "Baixa" são locais com séculos de História, cultura, comércio e espaços verdes e lazer.

Na Baixa de Coimbra ou Centro Histórico de Coimbra, predomina o comércio, artesanato e os bairros ribeirinhos. A Baixa não tem limites definidos, mas pode-se considerar como limites genéricos: a zona verde e rotunda da Casa do Sal a norte, o Parque Doutor Manuel Braga a sul, o Mercado Municipal D. Pedro V a este e o Rio Mondego a oeste.




É aqui que se encontra uma parte do centro cívico da cidade, as grandes ruas comerciais, o tradicional Mercado Municipal D.Pedro V, a estação ferroviária de Coimbra-A / Estação Nova e importantes monumentos como o Mosteiro de Santa Cruz e o encantador Largo da Portagem.




Do seu riquíssimo património e belíssimos espaços verdes saliento:

Mosteiro de Santa Cruz
Foi fundado em 1131 pela Ordem dos Cónegos Regrantes de Santo Agostinho , com o apoio de D. Afonso Henriques e de D. Sancho I, que nele se encontram sepultados. A qualidade das intervenções artísticas no mosteiro, particularmente na época manuelina, fazem deste um dos principais monumentos históricos e artísticos do país.




O Jardim da Manga
Conhecido também como Claustro da Manga, situa-se as traseiras do Mosteiro de Santa Cruz, na baixa da cidade, na freguesia de Santa Cruz. É uma das primeiras obras arquitectónicas inteiramente renascentistas feitas em Portugal e a sua estrutura é evocativa da Fonte da Vida. Remonta à antiga Fonte da Manga, do Mosteiro de Santa Cruz, pertencente aos monges da Ordem de Santo Agostinho, erguida em 1528. Actualmente apenas resta a cúpula e fonte centrais, ligadas a quatro pequenas capelas e circundadas por pequenos lagos de forma rectangular.





Sé Velha de Coimbra
É um dos edifícios em estilo românico mais importantes do país. A sua construção começou depois da Batalha de Ourique (1139), quando Afonso Henriques se declarou rei de Portugal e escolheu Coimbra como capital do reino. Na Sé está sepultado D. Sesnando, conde de Coimbra.




Sé Nova de Coimbra
Situada no largo da Feira, é vizinha da Universidade de Coimbra. Na sua origem a Sé Nova foi a Igreja do Colégio dos Jesuítas (Colégio das Onze Mil Virgens), que se haviam instalado em Coimbra em 1541. O templo começou a ser construído em 1598, com projeto do arquiteto oficial dos jesuítas de Portugal, Baltazar Álvares. Foi inaugurado em 1698 e em 1759, os Jesuítas foram banidos de Portugal pelo Marquês de Pombal e, em 1772, a sede episcopal de Coimbra foi transferida da velha Sé românica para a espaçosa igreja jesuíta.




Universidade de Coimbra
É uma das mais antigas Universidades da Europa e a mais antiga de Portugal. Fundada em Lisboa em 1290, foi transferida definitivamente para Coimbra em 1537, instalando-se no Paço Real da Alcáçova, mais tarde Paço das Escolas, onde se concentram as Faculdades de Teologia, Cânones, Leis e Medicina. Com o passar dos tempos a Universidade teve necessidade de se alargar, tornando-a na cidade universitária. No século XX foi criado o Pólo II, dedicado às engenharias e tecnologias, e neste século surgiu o terceiro Pólo, na área das ciências da saúde. A Universidade abriga uma das maiores comunidades de estudantes internacionais em Portugal.




Biblioteca Joanina
Biblioteca do século XVIII situa-se nas dependências da Universidade de Coimbra, no pátio da Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra. Apresenta um estilo marcadamente rococó, sendo reconhecida com uma das mais originais e espectaculares bibliotecas barrocas europeias. Além de local de pesquisa de muitos estudiosos, o espaço é ainda frequentemente utilizado para concertos, exposições e outras manifestações culturais. A sua construção começou no ano de 1717, no exterior do primitivo perímetro islâmico, sobre o antigo cárcere do Paço Real, com o objectivo de albergar a biblioteca universitária de Coimbra, e foi concluída em 1728.




Jardim Botânico da Universidade de Coimbra,
Um magnifico jardim fundado em 1772 por iniciativa do Marquês de Pombal, em terrenos na sua maior parte doados pelos frades Beneditinos. Tem uma área de 13,5 hectares e está cheio de recantos encantadores que convidam à descoberta da natureza, a um passeio ou simplesmente a uma paragem para descansar.




O Jardim Botânico de Coimbra, é membro da Associação Ibero-Macaronésica de Jardins Botânicos e da BGCI (Botanical Gardens Conservation International), e apresenta programas de conservação para a International Agenda for Botanic Gardens in Conservation.




Poderá conhecer "virtualmente" mais alguns recantos deste maravilhoso jardim, vendo o meu álbum de fotos: "Passeando pelo Jardim Botânico"




Aqueduto de São Sebastião
Popularmente conhecido como os Arcos do Jardim, localiza-se na calçada Martim de Freitas, em frente ao Jardim Botânico da Universidade de Coimbra. Remonta a um primitivo aqueduto romano, que abastecia a parte alta da povoação. O atual aqueduto é obra do final do século XVI, sob o reinado de Sebastião de Portugal, com traça do arquiteto italiano Filipe Terzio.




Parque Verde do Mondego
Abrange uma área de mais de 400.000 metros quadrados. A requalificação paisagística do rio Mondego, numa frente de quase 3 quilómetros, é complementada com estruturas de acesso destinadas aos peões, a Ponte Pedro e Inês, permitindo a ligação entre a zona baixa e a zona alta da cidade. Este corredor, com quase 4 quilómetros, contempla uma ciclovia de extensão equivalente.




Ponte Pedro e Inês
Inaugurada em 2006 é uma Ponte pedonal e de ciclovia sobre o rio Mondego, no Parque Verde do Mondego. A montante fica a Ponte de Santa Clara e a jusante da Ponte Rainha Santa Isabel. É uma obra projetada pelo engenheiro António Adão da Fonseca e pelo arquiteto Cecil Balmond. O passadiço é em madeira e tem quatro metros de largura, criando a meio uma praça com oito metros de largura; as guardas são em vidro laminado de quatro cores: amarelo, azul, verde e rosa.




A Igreja de Santiago
Situa-se na Praça do Comércio, na freguesia São Bartolomeu. Erguida entre o final do século XII e início do século XIII, é um dos grandes monumentos em estilo românico da cidade. As obras do templo foram iniciadas antes do ano de 957. Foi reedificado nas últimas décadas do século XII, em data desconhecida, no reinado de Sancho I de Portugal. No exterior da igreja destacam-se os portais principal e lateral sul, obras de grande valor para entender o românico coimbrão.




Quinta das Lágrimas
Situada na margem esquerda do Mondego, na freguesia de Santa Clara. A quinta e as fontes são célebres por terem sido cenário dos amores do príncipe D. Pedro (futuro Pedro I de Portugal) e da fidalga D. Inês de Castro. Nos seus jardins acumulam-se memórias desde o século XIV, tanto nos elementos construídos como nas árvores, nas lendas populares e na sua própria história. Neles se encontram as chamadas Fonte dos Amores e Fonte das Lágrimas. A "Fonte dos Amores" ainda tem um acesso, por um arco ogival gótico, datado do século XIV.




A designação de "Fonte dos Amores" deve-se a que, este local presenciou os amores de D. Pedro, neto da Rainha santa, por D. Inês, fidalga galega que servia de dama de companhia à mulher de D. Pedro, D. Constança. A outra fonte da Quinta foi batizada por Luís de Camões como "Fonte das Lágrimas", nascida das lágrimas que Inês chorou ao ser assassinada. O sangue de Inês terá ficado preso às rochas do leito, ainda rubras após seis séculos e meio...

"As filhas do Mondego, a morte escura
Longo tempo chorando memoraram
E por memória eterna em fonte pura
As Lágrimas choradas transformaram
O nome lhe puseram que ainda dura
Dos amores de Inês que ali passaram
Vede que fresca fonte rega as flores
Que as Lágrimas são água e o nome amores"

Os Lusíadas, canto III.




Coimbra, a "Cidade dos Estudantes", encanta todos os visitantes pelo seu charme, romantismo, história e beleza natural, sendo uma visita a não perder.

Fontes: Wikipedia; www.turismodecoimbra.pt/; http://www.portugalvirtual.pt/; www.cm-coimbra.pt/; https://www.uc.pt/
Fotos: Pessoais


Poderá ver mais fotos da nossa visita no meu album de memórias -> "Férias em Coimbra"


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