terça-feira, 22 de setembro de 2020

3 Coimbra - A cidade dos estudantes




Em Agosto fomos visitar Coimbra. É uma cidade encantadora, capital de Distrito é a maior cidade da região Centro de Portugal. Situada ao longo do Rio Mondego é uma cidade intemporal que inspirou desde sempre poetas e escritores.





Ficamos instalados no "Sapientia Boutique Hotel". Situado a poucos metros da Universidade de Coimbra, tem um pátio interior muito agradável e a vista do seu terraço panorâmico é absolutamente incrível. O nosso apartamento era amplo, moderno e lindo. O atendimento e a comida excelentes.




Com uma vida sempre animada pelos estudantes, Coimbra tem um rico e vasto património histórico e paisagístico para oferecer a quem a visita. Desde 2013 que a Universidade de Coimbra, Alta e Sofia estão considerados como Património Mundial da UNESCO.




A "Alta de Coimbra", é a parte mais antiga ficando no topo da colina da Alta.





De ruas estreitas e íngremes, era onde vivia a nobreza, o clero e, mais tarde, os estudantes. É a parte onde se situam alguns dos seus edifícios mais emblemáticos e históricos, sendo a colina dominada pela faculdade.




Tanto a parte "Alta" da cidade, como a "Baixa" são locais com séculos de História, cultura, comércio e espaços verdes e lazer.

Na Baixa de Coimbra ou Centro Histórico de Coimbra, predomina o comércio, artesanato e os bairros ribeirinhos. A Baixa não tem limites definidos, mas pode-se considerar como limites genéricos: a zona verde e rotunda da Casa do Sal a norte, o Parque Doutor Manuel Braga a sul, o Mercado Municipal D. Pedro V a este e o Rio Mondego a oeste.




É aqui que se encontra uma parte do centro cívico da cidade, as grandes ruas comerciais, o tradicional Mercado Municipal D.Pedro V, a estação ferroviária de Coimbra-A / Estação Nova e importantes monumentos como o Mosteiro de Santa Cruz e o encantador Largo da Portagem.




Do seu riquíssimo património e belíssimos espaços verdes saliento:

Mosteiro de Santa Cruz
Foi fundado em 1131 pela Ordem dos Cónegos Regrantes de Santo Agostinho , com o apoio de D. Afonso Henriques e de D. Sancho I, que nele se encontram sepultados. A qualidade das intervenções artísticas no mosteiro, particularmente na época manuelina, fazem deste um dos principais monumentos históricos e artísticos do país.




O Jardim da Manga
Conhecido também como Claustro da Manga, situa-se as traseiras do Mosteiro de Santa Cruz, na baixa da cidade, na freguesia de Santa Cruz. É uma das primeiras obras arquitectónicas inteiramente renascentistas feitas em Portugal e a sua estrutura é evocativa da Fonte da Vida. Remonta à antiga Fonte da Manga, do Mosteiro de Santa Cruz, pertencente aos monges da Ordem de Santo Agostinho, erguida em 1528. Actualmente apenas resta a cúpula e fonte centrais, ligadas a quatro pequenas capelas e circundadas por pequenos lagos de forma rectangular.





Sé Velha de Coimbra
É um dos edifícios em estilo românico mais importantes do país. A sua construção começou depois da Batalha de Ourique (1139), quando Afonso Henriques se declarou rei de Portugal e escolheu Coimbra como capital do reino. Na Sé está sepultado D. Sesnando, conde de Coimbra.




Sé Nova de Coimbra
Situada no largo da Feira, é vizinha da Universidade de Coimbra. Na sua origem a Sé Nova foi a Igreja do Colégio dos Jesuítas (Colégio das Onze Mil Virgens), que se haviam instalado em Coimbra em 1541. O templo começou a ser construído em 1598, com projeto do arquiteto oficial dos jesuítas de Portugal, Baltazar Álvares. Foi inaugurado em 1698 e em 1759, os Jesuítas foram banidos de Portugal pelo Marquês de Pombal e, em 1772, a sede episcopal de Coimbra foi transferida da velha Sé românica para a espaçosa igreja jesuíta.




Universidade de Coimbra
É uma das mais antigas Universidades da Europa e a mais antiga de Portugal. Fundada em Lisboa em 1290, foi transferida definitivamente para Coimbra em 1537, instalando-se no Paço Real da Alcáçova, mais tarde Paço das Escolas, onde se concentram as Faculdades de Teologia, Cânones, Leis e Medicina. Com o passar dos tempos a Universidade teve necessidade de se alargar, tornando-a na cidade universitária. No século XX foi criado o Pólo II, dedicado às engenharias e tecnologias, e neste século surgiu o terceiro Pólo, na área das ciências da saúde. A Universidade abriga uma das maiores comunidades de estudantes internacionais em Portugal.




Biblioteca Joanina
Biblioteca do século XVIII situa-se nas dependências da Universidade de Coimbra, no pátio da Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra. Apresenta um estilo marcadamente rococó, sendo reconhecida com uma das mais originais e espectaculares bibliotecas barrocas europeias. Além de local de pesquisa de muitos estudiosos, o espaço é ainda frequentemente utilizado para concertos, exposições e outras manifestações culturais. A sua construção começou no ano de 1717, no exterior do primitivo perímetro islâmico, sobre o antigo cárcere do Paço Real, com o objectivo de albergar a biblioteca universitária de Coimbra, e foi concluída em 1728.




Jardim Botânico da Universidade de Coimbra,
Um magnifico jardim fundado em 1772 por iniciativa do Marquês de Pombal, em terrenos na sua maior parte doados pelos frades Beneditinos. Tem uma área de 13,5 hectares e está cheio de recantos encantadores que convidam à descoberta da natureza, a um passeio ou simplesmente a uma paragem para descansar.




O Jardim Botânico de Coimbra, é membro da Associação Ibero-Macaronésica de Jardins Botânicos e da BGCI (Botanical Gardens Conservation International), e apresenta programas de conservação para a International Agenda for Botanic Gardens in Conservation.




Poderá conhecer "virtualmente" mais alguns recantos deste maravilhoso jardim, vendo o meu álbum de fotos: "Passeando pelo Jardim Botânico"
(para ver o livro em tamanho grande, carregue em Fulscreen e no final faça "ESC" para sair do ecran )




Aqueduto de São Sebastião
Popularmente conhecido como os Arcos do Jardim, localiza-se na calçada Martim de Freitas, em frente ao Jardim Botânico da Universidade de Coimbra. Remonta a um primitivo aqueduto romano, que abastecia a parte alta da povoação. O atual aqueduto é obra do final do século XVI, sob o reinado de Sebastião de Portugal, com traça do arquiteto italiano Filipe Terzio.




Parque Verde do Mondego
Abrange uma área de mais de 400.000 metros quadrados. A requalificação paisagística do rio Mondego, numa frente de quase 3 quilómetros, é complementada com estruturas de acesso destinadas aos peões, a Ponte Pedro e Inês, permitindo a ligação entre a zona baixa e a zona alta da cidade. Este corredor, com quase 4 quilómetros, contempla uma ciclovia de extensão equivalente.




Ponte Pedro e Inês
Inaugurada em 2006 é uma Ponte pedonal e de ciclovia sobre o rio Mondego, no Parque Verde do Mondego. A montante fica a Ponte de Santa Clara e a jusante da Ponte Rainha Santa Isabel. É uma obra projetada pelo engenheiro António Adão da Fonseca e pelo arquiteto Cecil Balmond. O passadiço é em madeira e tem quatro metros de largura, criando a meio uma praça com oito metros de largura; as guardas são em vidro laminado de quatro cores: amarelo, azul, verde e rosa.




A Igreja de Santiago
Situa-se na Praça do Comércio, na freguesia São Bartolomeu. Erguida entre o final do século XII e início do século XIII, é um dos grandes monumentos em estilo românico da cidade. As obras do templo foram iniciadas antes do ano de 957. Foi reedificado nas últimas décadas do século XII, em data desconhecida, no reinado de Sancho I de Portugal. No exterior da igreja destacam-se os portais principal e lateral sul, obras de grande valor para entender o românico coimbrão.




Quinta das Lágrimas
Situada na margem esquerda do Mondego, na freguesia de Santa Clara. A quinta e as fontes são célebres por terem sido cenário dos amores do príncipe D. Pedro (futuro Pedro I de Portugal) e da fidalga D. Inês de Castro. Nos seus jardins acumulam-se memórias desde o século XIV, tanto nos elementos construídos como nas árvores, nas lendas populares e na sua própria história. Neles se encontram as chamadas Fonte dos Amores e Fonte das Lágrimas. A "Fonte dos Amores" ainda tem um acesso, por um arco ogival gótico, datado do século XIV.




A designação de "Fonte dos Amores" deve-se a que, este local presenciou os amores de D. Pedro, neto da Rainha santa, por D. Inês, fidalga galega que servia de dama de companhia à mulher de D. Pedro, D. Constança. A outra fonte da Quinta foi batizada por Luís de Camões como "Fonte das Lágrimas", nascida das lágrimas que Inês chorou ao ser assassinada. O sangue de Inês terá ficado preso às rochas do leito, ainda rubras após seis séculos e meio...

"As filhas do Mondego, a morte escura
Longo tempo chorando memoraram
E por memória eterna em fonte pura
As Lágrimas choradas transformaram
O nome lhe puseram que ainda dura
Dos amores de Inês que ali passaram
Vede que fresca fonte rega as flores
Que as Lágrimas são água e o nome amores"

Os Lusíadas, canto III.




Coimbra, a "Cidade dos Estudantes", encanta todos os visitantes pelo seu charme, romantismo, história e beleza natural, sendo uma visita a não perder.

Fontes: Wikipedia; www.turismodecoimbra.pt/; http://www.portugalvirtual.pt/; www.cm-coimbra.pt/; https://www.uc.pt/
Fotos: Pessoais


Poderá ver mais fotos da nossa visita no meu album de memórias -> "Férias em Coimbra"

(para ver o livro em tamanho grande, carregue em Fulscreen e no final faça "ESC" para sair do ecran )


Topo