quarta-feira, 21 de setembro de 2016

Um dia no ALENTEJO





Um destes sábados eu o António e a minha prima Lena, fomos até ao Alentejo. O destino era a Corte do Pinto.




A Corte do Pinto é a aldeia onde o meu pai nasceu, quando os meus avôs morreram o meu pai comprou aos irmãos a "casita" da família e muitos anos mais tarde acabou por ficar para mim. Tenho duas razões para de vez em quando ir até lá, ver como está a casa e ir ao cemitério colocar flores e velas nos familiares que já partiram, nomeadamente a minha mãezinha e o meu paizinho.







O antigo poço e ao fundo a Praça da aldeia. Lembro-me de quando era criança e ia lá passar férias, no final da tarde, íamos ao poço buscar água (não havia água canalizada) numas enfusas de barro. O poço não era elétrico, por isso tínhamos de dar a uma manivela para puxar a água. Como eu achava divertido fazer isso.




É uma aldeia pacata e tranquila.





A Lena, que embora seja minha prima, é para mim muito mais do que isso, ela é uma irmã. É uma pessoa excecional, um coração Gigante que está sempre pronto a ajudar os que necessitam. Com ela, podemos contar em todos os momentos, nas alegrias da vida mas também nas alturas difíceis, o que hoje em dia é tão raro, pois quantas e quantas vezes, temos tantos amigos para as "festas" e tão poucos com quem partilhar as nossas dores.




Caminhando em direção à Mercearia para comprar pão caseiro e uns bolinhos super bons.




A Igreja Paroquial da Corte do Pinto







Para evitar a altura de mais calor, logo que chegámos fomos ao cemitério. De seguida fomos cumprimentar os primos que lá moram que são pessoas super simpáticas e prestáveis e por fim fomos ver como a casa estava (esses primos tomam conta das coisas).






É uma "casita" antiga, pequena e muito simples, com uma composição um tanto ou quanto chata, pois tem os quartos de um lado do pátio, a cozinha/sala, dispensa e casa de banho no outro. De inverno, ou quando chove, é muito aborrecido ter de sair por exemplo dos quartos para ir à casa de banho .... Fora dessa altura acaba por ser muito agradável, pois tem um pátio bem grandinho.







A visita foi muito rápida, seguimos depois em direção às Minas de S. Domingos










Passámos em frente à  Igreja das Minas S. Domingos






Seguimos para Moreanes, a ideia era almoçar por lá, mas não deu pois o restaurante estava completamente cheio e com fila de espera.






A Lena lembrou-se de irmos comer num restaurante em Vale do Poço. Não fomos ao dito restaurante, pois também estava completamente cheio, mas como estava a decorrer a Feira Agropecuária Transfronteiriça, acabamos por comer cá fora numa esplanada. Foi muito agradável.










Cavaleiros em direção à feira ....





Após o almoço seguimos em direção de S. Marcos, Serpa. A nossa próxima paragem foi para ver a antiga escola que ficava junto ao posto da Guarda Fiscal de S. Marcos. A Lena andou lá e eu também, mas eu andei apenas durante um mês, tinha 7 anos de idade na altura. A minha avó materna tinha adoecido e a minha mãe foi ajudar a irmã (mãe da Lena), que morava com a minha avó e como eu andava na escola primária fui também com ela.





A escola fechou à muitos anos, não existem crianças nas redondezas, aliás, moram por ali pouquíssimas pessoas e estas, já com alguma idade. O tempo foi deixando as suas marcas bem notórias no edifício, que se foi degradando.  Não a risos no pátio ou brincadeiras,  agora apenas se encontra o silêncio, ou o cantar de alguma ave que por ali passa.








A estrada alcatroada acaba junto ao antigo Posto GNR que fica em frente à escola, para ir até ao Monte da Lena, o caminho é muito mau e para evitar que houvesse algum problema com o carro, como por exemplo um furo, ele ficou debaixo da sombra de uma árvore e nós fomos a pé. 




É apenas 1 km que se faz muito bem,  o único senão era o calor abrasador.





Quando havia uma sombra lá parávamos nós para refrescar um pouquinho...




O Monte era dos meus avôs maternos, quando faleceram a casa foi dividida pelos filhos, a minha mãe deu a parte dela à minha tia Maria, a mãe da Lena. O monte está dividido agora por 3 famílias, a Lena, a minha tia Barbara e o meu tio Rafael.










Ao redor a natureza e uma imensidão de paz e silêncio quebrada de vez em quando, pelo cantar de um pássaro ou o badalo das ovelhas.










Era final da tarde e estava na hora de regressar ao carro e depois voltar para Lisboa. Agradeço à Lena, ter aceite o meu convite e me ter proporcionado um dia diferente e tão especial, pois revi locais que já não via à tantos anos, foi um relembrar dos tempos maravilhosos que em criança lá passei.

Obrigado amiga!




"A verdadeira felicidade está na própria casa, entre as alegrias da família." (Leon Tolstoi)

2 comentários:

  1. Boa noite, querida Maria!
    Tão bonito seu post! Voltar ás raízes e sua terra é lindíssima!
    Cada lugarejo por onde passei me encantou demais...
    Amo Portugal como se fosse meu Brasil tamém amado... Incrível como pode ser isso?! Já visitei outros países latinos e não senti o mesmo...
    Bjm muito fraterno

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  2. Realmente vocês divertem-se ao máximo, nos vossos passeios. Belas Fotos.

    Beijinhos

    http://coisasdeumavida172.blogspot.pt/

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“Aqueles que passam por nós, não vão sós, não nos deixam sós. Deixam um pouco de si, levam um pouco de nós” (Antoine de Saint-Exupery).

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